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O que os dados de segurança pública mostram — e o que não mostram.
87 análises publicadas até hoje
Ponta Verde, Pinheiro e Gruta de Lourdes têm a menor taxa de crimes violentos letais (CVLI) de Maceió — abaixo de 20 por 100 mil habitantes/ano. Ranking com dados oficiais SSP-AL, 2023-2025.
Cursino não registrou nenhum homicídio doloso em 3 anos — o único entre os 96 bairros oficiais de São Paulo. Veja o ranking completo dos 10 bairros mais seguros, com dados oficiais da SSP-SP (BO 2019-2021).
O Rio de Janeiro registrou 745.624 ocorrências criminais em 2025, das quais 385.289 só na capital. Veja o que os dados oficiais do ISP/RJ realmente cobrem, por onde começar e onde eles param — o Rio não tem estatística oficial por bairro.
O que a SSP/BA publica, com que granularidade, com que defasagem e quais os limites reais dos dados — um guia de referência para jornalistas e pesquisadores.
O que a SEJUSP/MG publica, com que granularidade, com que defasagem e quais os limites reais dos dados — um guia de referência para jornalistas e pesquisadores.
O que o ISP/RJ publica, com que granularidade, com que defasagem e quais os limites reais dos dados — um guia de referência para jornalistas e pesquisadores.
O que a SSP/RS publica, com que granularidade, com que defasagem e quais os limites reais dos dados — um guia de referência para jornalistas e pesquisadores.
O que a SSP/SP publica, com que granularidade, com que defasagem e quais os limites reais dos dados — um guia de referência para jornalistas e pesquisadores.
Na cidade da onda perfeita, os homicídios quase dobraram em três anos e Saquarema tem hoje a maior taxa da Região dos Lagos: 43 por 100 mil. Mas o assalto de rua quase não existe — e essa combinação conta uma história. Dados do ISP/RJ até maio/2026.
Botucatu tem 4,6 homicídios por 100 mil habitantes — metade da taxa de Bauru e abaixo da média paulista. O roubo caiu 41% em dois anos. Veja os dados da SSP-SP até abril/2026.
A cidade da feira de artesanato tem duas caras: um Centro histórico tranquilo e o Pirajuçara, onde se concentra o crime. O roubo é alto e estável: quase 1.900 por ano. Dados da SSP-SP até abril/2026.
Juquitiba tem só 28 mil habitantes, mas a maior taxa de homicídio por habitante da sua região: 17,9 por 100 mil, à frente de Ibiúna e Itapecerica da Serra. Dados da SSP-SP até abril/2026.
Santa Isabel, no Alto Tietê, viu o roubo cair 54% em dois anos e tem só 3 homicídios em 12 meses. Taxa de 5,5 por 100 mil, em linha com a vizinhança. Dados da SSP-SP até abril/2026.
Em Volta Redonda o homicídio caiu 47% desde 2019 e o roubo de rua quase sumiu (-87%). Mas o estelionato quintuplicou e virou o crime mais comum. Veja os dados do ISP/RJ.
Franco da Rocha tem taxa de homicídio mediana no anel norte da Grande SP — 6,7 por 100 mil hab. — mas é o número que mais subiu: alta de 50% em 2025. Já o roubo caiu 20% desde o pico. Dados oficiais da SSP-SP até abril/2026.
Itaquaquecetuba tem a maior taxa de homicídio por habitante do Alto Tietê: 7,0 por 100 mil, acima de Suzano, Guarulhos e Mogi. Mas o roubo caiu 27% em dois anos. Dados oficiais da SSP-SP até abril/2026.
São João de Meriti é a cidade mais densa do Brasil — 13 mil habitantes por km² — mas tem taxa de homicídio menor que Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Belford Roxo. O crime do dia a dia é outro: estelionato e roubo. Dados oficiais do ISP/RJ.
Ranking dos bairros de Manaus com mais homicídios nos últimos 36 meses, com população e taxa por 100 mil habitantes. Um bairro concentra mais de 200 mortes — e a taxa por morador conta uma história ainda mais dura.
Ranking dos bairros de Porto Alegre com mais homicídios dolosos nos últimos 36 meses, com população e taxa por 100 mil habitantes. O bairro com mais crimes graves não é o mais letal — e os dados mostram por quê.
Centenas de pessoas pesquisam se Caieiras, Mairiporã e o anel norte da Grande São Paulo são perigosos. Os dados de homicídio de 2025 dão uma resposta clara — e ela surpreende quem mora longe dali.
Ranking de homicídios por 100 mil habitantes nos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo em 2025. A capital está entre as mais seguras: o risco se concentra num anel de cidades-dormitório como Itapecerica da Serra, Itapevi e Franco da Rocha.
Em Angra dos Reis, roubo de rua caiu 90% e roubo de veículo quase zerou desde 2019. Mas o estelionato multiplicou por 7,5 e a taxa de homicídio (17,3/100k) ainda supera a capital. Dados do ISP.
Benedito Bentes, Cidade Universitária e Clima Bom lideram os homicídios em Maceió: 6 bairros concentram 55% das mortes de 2023 a 2025. Veja o ranking completo com dados oficiais da SSP-AL.
Campos dos Goytacazes teve 19,3 homicídios por 100 mil em 2025 — acima da capital (14,3). Mas o crime que mais cresce é o estelionato, que triplicou desde 2019. Veja os dados do ISP.
O Amapá lidera o ranking oficial de mortes violentas do Brasil: 45,1 por 100 mil. O RJ fica na 15ª posição. Veja o ranking completo do FBSP e o que os dados parciais de 2025 já mostram — atualizado em junho de 2026.
Itapevi teve 8,2 homicídios por 100 mil em 2025 — acima da média de SP (5,2), mas longe dos níveis do RJ. O alerta é outro: roubo de veículo subiu 116% em dois anos. Dados da SSP-SP.
Niterói tem 7,7 homicídios por 100 mil (2025) — quase metade da capital. Mas a taxa geral de registros (4.807/100k) é a 2ª maior da região metropolitana, puxada por estelionato e furto de celular. Dados do ISP.
Desvio Rizzo lidera o ranking de homicídios em Caxias do Sul com 14 mortes em 4 anos. Santa Fé, Santa Catarina e Nossa Senhora de Fátima completam o top 4. Reolon, frequentemente pesquisado, está fora — registrou apenas 1 homicídio e 85 ocorrências totais.
Montanhão lidera os homicídios em SBC com 14 em 24 meses, seguido de Batistini (12) e Ferrazópolis (10). No total de crimes, é o Centro que domina com 3,3 mil ocorrências. Dados oficiais da SSP-SP até abril/2026.
Saquarema lidera o ranking de letalidade violenta do RJ com 42 mortes por 100 mil habitantes — três vezes a capital. Cabo Frio, Barra Mansa e São Pedro da Aldeia também entram no top 5. Itaboraí e São Gonçalo, que todo mundo procura no Google, nem aparecem.
São Gonçalo tem quase 1 milhão de habitantes e teve 8,3 homicídios por 100 mil em 2025 — menos que o Rio cidade e um terço da dos vizinhos da Baixada. Veja os dados do ISP.
Em Nova Iguaçu, o homicídio doloso caiu de 286 (2019) para 174 (2024). No mesmo período, o estelionato saltou de 1,5 mil para quase 5 mil casos. Os dados oficiais do ISP/RJ mostram uma cidade onde o crime mudou de cara — e talvez você esteja medindo o errado.
Ranking dos bairros da capital paulista por taxa de homicídios por 100 mil habitantes — não por contagem bruta. 2019-2021, dados oficiais de boletins de ocorrência (SSP-SP).
Gabriel Ganley, 22 anos, morreu de cardiomiopatia hipertrófica — a principal causa de morte súbita em atletas jovens. A doença é silenciosa, atinge 1 em cada 500 pessoas e tem como detectá-la. Então por que quase ninguém é rastreado?
Latrocínio é o roubo que termina em morte — o crime que nenhuma estatística de homicídio captura completamente. Análise com dados de 8 estados brasileiros (2022–2025) mostra queda consistente, mas Acre e Tocantins lideram taxas que superam 1,3 por 100 mil habitantes.
Roraima saltou da 7ª pra 1ª posição no ranking nacional de estupro em sete anos. A taxa quase triplicou: 34 para 91 casos por 100 mil habitantes. E não é só estupro — o estado aparece no top-5 de quase todo crime grave. Análise do macro ao micro com dados SINESP e DataSUS.
Roubo caiu pela metade nas duas cidades desde 2023. Mas Alvorada continua com taxa de assassinatos 47% maior que a capital.
A Defesa Civil RS conta 184 mortos pela enchente de 2024. Cruzando os microdados de óbito do SIM/DataSUS com um grupo-controle de municípios não-atingidos, encontramos cerca de 3.000 mortes especificamente atribuíveis ao desastre — 16 vezes a contagem oficial. 99% em idosos.
O Brasil convive com o hantavírus desde 1993 — 2.412 casos confirmados, 926 mortos, taxa de letalidade de 46,5%. Em 2026 já são 7 casos e 1 óbito. Veja onde o vírus circula, quem ele mata e por que Santa Catarina lidera os casos enquanto Minas Gerais registra a maior letalidade.
Comparamos 54 mil ocorrências policiais nas duas cidades-vitrine de Santa Catarina entre 2018 e 2025. Floripa caiu 70% em homicídios — virou nível europeu. BC foi pro caminho oposto: roubo de veículo subiu 69%, hoje próximo do Rio de Janeiro capital. Em sete anos, as duas SCs trocaram de lado.
Na quarta-feira (6/5), a Defesa Civil RS fez o maior simulado de desastre da história do estado em Bento Gonçalves. Mas dois anos depois da enchente real, cidades do Vale do Taquari ainda registram quase 20% menos ocorrências policiais que antes — não porque ficaram seguras, e sim porque ficaram menos habitadas.
No entorno do Paradão Victor Barreto, acidentes caíram 100%. Na cidade inteira, subiram 19,4%. As mortes em acidente de transporte ficaram em 42 em 2024 — dentro da margem histórica. O que a tarifa zero conseguiu e o que não conseguiu entregar no trânsito de Canoas, e por que a literatura europeia esperava exatamente esse resultado.
A estação automática da FEPAM no Parque Universitário mede o ar de Canoas há 5 anos. Em 2024, primeiro ano completo de passe livre, o NO₂ caiu 8% — e em quatro anos recuou 51%. Mas a frota individual continuou crescendo. O que explica a queda? Renovação tecnológica, REFAP em operação reduzida, ou modal-shift do carro pro ônibus? Os dados oficiais, lidos com honestidade.
Mathias Velho e Guajuviras concentraram cerca de 40% dos homicídios de Canoas em quatro anos. Em 2025, ambos colapsaram juntos. Marechal Rondon segue na contramão. Análise bairro por bairro com dados oficiais SSP/RS.
Em 2025, o estado do Rio registrou 72.187 ocorrências entre roubo e furto de celular — alta de 22,7% sobre 2024. Quase 200 aparelhos por dia, um a cada 7 minutos. E o crime tem dois rostos.
A polícia de São Paulo matou 835 pessoas em 2025. A do Rio matou 798. É a primeira vez em duas décadas que SP supera o RJ em letalidade policial — e o paulista ainda se vende como o seguro. SP +41% em três anos. RJ −40%.
Em maio de 2024, com a cidade alagada, Canoas zerou a tarifa do ônibus. 18 meses depois, virou a maior cidade do RS e a 2ª do Brasil com passe livre universal. Os passageiros explodiram, o passeio na BR-386 caiu, e a frota individual continuou crescendo — exatamente como em Tallinn, Luxemburgo e Hasselt. O que os dados oficiais mostram, e por que a Europa nunca esvaziou as ruas.
Comparamos 192 mil ocorrências policiais nas duas maiores cidades gaúchas em 2024-2025. Caxias fechou 2025 com a metade dos homicídios de POA, mas tem 3x mais gente dirigindo sem habilitação. Em POA você teme ser vítima; em Caxias, ser acidentado.
Em 2025, Canoas registrou 47 homicídios — metade dos 94 de 2024 e quase metade dos 110 de 2022. A queda é consistente mês a mês, atravessa todos os trimestres e continua em 2026. Quatro anos de dados mostram uma transformação real. Análise com dados oficiais da SSP-RS.
Levantamos os dados de suicídio de todos os 27 estados no DataSUS. Das 50 cidades com maior taxa, 34 ficam no Sul — 29 só no RS. Nordeste, Norte e Centro-Oeste: zero. O Brasil que sofre em silêncio.
Belford Roxo lidera a Baixada Fluminense em homicídio doloso (31,8/100k) — mas sua taxa geral de criminalidade é 37% menor que a do Rio cidade. Veja os dados oficiais de 2024 e entenda a diferença.
São Paulo registrou 289 vítimas de extorsão mediante sequestro em 2022 — 7 vezes mais que em 2020, ano do lançamento do PIX. A virada aconteceu em julho de 2021: apenas 17 vítimas no primeiro semestre, 82 no segundo. A capital concentra mais da metade dos casos.
O número de prisões por tráfico na cidade de São Paulo caiu 25% desde 2018. No mesmo período, o interior do estado praticamente voltou aos níveis de antes. Sumaré cresceu 285% em um ano. Piracicaba e Rio Claro lideram o interior. O Crime Brasil mapeou 410 mil ocorrências de drogas em SP desde 2018 — e o mapa mudou.
Em 18 anos, BR-101 e BR-116 mataram 34.481 pessoas — juntas, mais de 5 por dia. A colisão frontal responde por 30% de todos os óbitos. Motociclistas já superam motoristas de carro entre os mortos. E 2024 foi o pior ano desde 2015. Os dados da PRF mostram um país que convive com a violência no asfalto como se fosse inevitável.
Santa Catarina é vendida como o estado mais seguro do Brasil. Mas em 2026, 4 mulheres foram assassinadas em um único fim de semana — e a polícia já contava 20 feminicídios até 20 de abril, 66% a mais que no ano passado. Os dados do Crime Brasil mostram um padrão que não tem nada a ver com a imagem turística.
Estado de SP fechou 2025 com 2.438 homicídios dolosos, o menor da série. Mas a cidade de São Paulo subiu 4,2%, e municípios como Suzano, Ubatuba, Praia Grande e Diadema cresceram entre 40% e 100%. Quem segurou o número estadual foi o interior — Guaratinguetá despencou 69%, Guarujá caiu 52%.
Alagoas registrou 20.927 mortes violentas entre 2012 e 2025. No pico, em 2013, havia uma morte a cada 3h54min. A queda de 58% é real — mas 83% das vítimas eram negras e 93% eram homens, em todos os anos da série.
Tocantins registrou 3.579 mortes no trânsito entre 2020 e 2026 — quase 72% do total de homicídios no mesmo período. Em julho de 2024, o trânsito matou 63 pessoas; os homicídios dolosos, 35. Embriaguez ao volante cresce 75% em 5 anos.
De 2009 a 2024, o SINAN registrou 437 mil estupros no Brasil. Em 2024 foram quase 60 mil — mas especialistas estimam que só 10% dos casos chegam ao sistema. Analisamos 16 anos de dados para entender onde, com quem e como a violência sexual acontece.
Em 17 anos, o Brasil registrou 10 ataques graves em escolas. Nos 7 anos seguintes, foram 37. O fenômeno não é novo — mas a velocidade é. E o que está por trás dessa aceleração não são as armas. É a internet.
Estelionato a idosos cresceu 47% em dois anos no RS — e a fraude eletrônica especificamente explodiu 399%. No mesmo período, o roubo caiu 32%. Em 2025, o golpe digital é 13 vezes mais frequente que o assalto físico para quem tem 60 anos ou mais.
O RS fechou 2025 com o menor número de homicídios da série histórica — uma queda de 27,6%. Mas quando se separa os dados por cor da pele, o fosso racial entre vítimas brancas e negras ficou maior, não menor.
Os 133 mil registros criminais de Porto Alegre em 2025 mostram três cidades sobrepostas no mesmo mapa — cada uma com seu horário, seus bairros e o perfil da vítima. Roubo de manhã cedo. Violência doméstica à noite. Homicídio na madrugada.
Cada tipo de crime no Rio Grande do Sul tem um perfil de vítima por gênero. 92% dos homicídios são contra homens. 99% da violência psicológica é contra mulheres. Os dados da SSP/RS mostram duas realidades paralelas.
Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou 77 feminicídios. Mas outras 81 mulheres também foram assassinadas no mesmo período — classificadas como homicídio doloso comum. Duas crianças de 0 anos, uma menina de 13, uma de 15. Elas existem nos dados, mas fora da estatística que costuma nos indignar.
Cinco anos seguidos de queda nas mortes violentas. Mas a letalidade policial sobe, feminicídios voltam a crescer, e o crime migra para o digital. O retrato completo de 2025 com dados de FBSP, SINESP e SSPs estaduais.
BH registrou 275 homicídios em 2025 — menor marca desde 2019. Os roubos caíram 70% desde o pico. Mas a cidade ainda lidera MG em números absolutos. Análise completa com dados verificados do SEJUSP.
Caxias do Sul registrou apenas 29 homicídios dolosos em 2025 — queda de 66% desde 2023. Com taxa de 5,6 por 100 mil habitantes, é uma das cidades mais seguras do Sul do Brasil. Dados verificados do SSP/RS.
O Rio de Janeiro cidade registrou 965 homicídios dolosos em 2025 — 63% abaixo do pico de 2003. Os roubos de rua caíram 44% desde 2019. Uma análise completa com dados ISP de 2003 a 2025.
Com dados verificados de SSP/RS, ISP/RJ e SEJUSP/MG, comparamos os três estados mapeados pelo Crime Brasil. RS registrou queda de 40% nos homicídios desde 2022. RJ ainda lidera, mas caiu 57% desde 2003. MG oscila.
Análise dos registros de mortes por intervenção policial no Rio Grande do Sul entre 2022 e 2025, com dados da SSP/RS por município, bairro, perfil demográfico e horário.
Entre 2022 e 2025, o RS registrou quase 14 mil crimes contra idosos. Abandono subiu 38%, maus tratos 30%. 62% dos casos acontecem dentro de casa. E 61% das vítimas são mulheres.
De 2022 a 2025, os dois estados tiveram quedas nos homicídios dolosos — mas os caminhos foram completamente diferentes. O RS caiu todos os anos, acelerando. O RJ piorou em 2023 antes de melhorar. E a capital fluminense foi na contramão do próprio estado.
A CPI do Crime Organizado encerrou em 14 de abril de 2026 com um relatório que sacudiu o país. Mas os dados reais de dois estados contam uma história mais silenciosa — e mais preocupante. Em RS e RJ, homicídios dolosos estão em queda. O tráfico de drogas, não.
A Lei 15.384/2026 criou o crime de vicaricídio — matar filho pra atingir a mãe. No RS, maus tratos contra menores cresceram 47% em 4 anos. Os dados mostram o padrão que a lei veio nomear.
Os homicídios em Minas Gerais caíram de 2.644 em 2019 para 2.204 em 2025 — queda real. Mas no mesmo período, os registros de estupro subiram ano após ano. O estado que reduziu assassinatos registra mais violência sexual do que nunca.
Homicídios dolosos caíram 57% desde 2003 no Rio de Janeiro. Mas em 2025, enquanto os números gerais recuavam, a polícia matou 798 pessoas — 13,5% mais do que em 2024. Uma análise dos 22 anos de dados do ISP/RJ.
Homicídios dolosos caíram 40% desde 2022. Roubo a pedestre, -61%. Roubo em transporte coletivo, -58%. O Rio Grande do Sul chega a 2026 com os melhores indicadores de violência da sua história recente — mas feminicídios subiram em janeiro, e a disputa eleitoral de 2026 vai girar em torno desses números.
Com 150 feminicídios entre 2024 e 2025, o Rio Grande do Sul mostra que o problema não está concentrado nas grandes cidades — está espalhado pelo interior.
Fevereiro concentra os maiores picos de roubo e furto do ano no Rio Grande do Sul. Os dados de 2024 mostram que nem todas as cidades se comportam igual — e alguns bairros de Porto Alegre sobem mais de 70%.
Mulheres são 53% das vítimas de crimes registrados no RS. Ameaça e estelionato lideram os tipos de crime. Os dados de 2025 mostram onde, como e quem são as vítimas.
Enquanto roubos a pedestre caíram 63% desde 2022, o estelionato ultrapassou 100 mil ocorrências em 2025 no RS — incluindo fraude eletrônica e ativos virtuais. Em janeiro de 2025, bateu o maior número mensal já registrado: 9.353 casos.
A pergunta parece simples. A resposta não é. RS, RJ e MG usam fontes de dados completamente diferentes — e comparar os números diretamente seria enganoso. Mas os dados dizem coisas relevantes sobre cada estado.
Ranking dos bairros de Porto Alegre com menor número de crimes graves (homicídio doloso, furto e roubo de veículo) nos últimos 36 meses, com dados de população e taxa por 100 mil habitantes.
Análise dos registros de ocorrência da SSP/RS em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Eldorado do Sul antes, durante e depois das enchentes de maio de 2024.
Centro Histórico concentra quase o dobro do segundo colocado. Mas o ranking esconde uma distorção que muda a leitura.
Análise comparativa da criminalidade na região metropolitana e no litoral do RS antes, durante e depois das enchentes de 2024.
CRIME BRASIL. Análises — Crime Brasil. Disponível em: https://crimebrasil.com.br/analises. Acesso em: 14 jul. 2026.