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Niterói quase não mata — mas é a cidade onde mais se registra crime depois do Rio

Por Valdo Stonehart·Metodologia

Verificado em 5 de junho de 2026

Niterói tem 7,7 homicídios por 100 mil (2025) — quase metade da capital. Mas a taxa geral de registros (4.807/100k) é a 2ª maior da região metropolitana, puxada por estelionato e furto de celular. Dados do ISP.

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Destaques
Homicídios 2025
7,7/100k
40 mortes em 516 mil habitantes — a menor taxa entre as grandes cidades do RJ, quase metade da capital (14,3).
Caminho Niemeyer e o centro de Niterói vistos do alto — a cidade registrou 24.843 ocorrências em 2025, a segunda maior taxa por habitante da região metropolitana
Caminho Niemeyer e o centro de Niterói
Foto: Diego Baravelli / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Niterói aparece em todos os rankings de qualidade de vida do estado: maior renda per capita do RJ, orla de pós-cartão-postal, o velho apelido de "cidade sorriso". E os dados do ISP confirmam metade da fama.

A outra metade é mais complicada — e explica por que tanta gente busca "Niterói é perigosa" antes de atravessar a ponte.

Niterói é perigosa comparada ao Rio?

Na violência letal, Niterói está em outra liga — a boa.

Foram 40 homicídios dolosos em 2025 — numa cidade de mais de meio milhão de habitantes. Taxa de 7,7 por 100 mil: a menor do grupo das grandes, abaixo até de São Gonçalo (8,3), e quase metade da capital (14,3). Em 2019 eram 107 mortes; a queda acumulada é de 63%.

Mas o homicídio é só uma linha do boletim. Quando se olha o total de registros por habitante, Niterói pula para o outro extremo da tabela: 4.807 ocorrências por 100 mil — a segunda maior da região metropolitana, atrás apenas do Rio (5.725) e bem à frente de Duque de Caxias (4.092) e Nova Iguaçu (3.744).

Niterói é, ao mesmo tempo, uma das cidades que menos matam e uma das que mais registram crime no estado.

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O crime símbolo de Niterói: o celular

Nenhum número explica melhor Niterói 2025 que o furto de celular.

Depois do vale da pandemia, a curva virou parede: 726 casos em 2023, 1.229 em 2024, 1.849 em 2025 — alta de 50% num único ano e duas vezes e meia o nível de 2019. São 5 celulares furtados por dia, sobretudo em áreas de movimento como o Centro, a zona sul niteroiense e os corredores de ônibus.

E o furto é só a porta de entrada: o roubo de celular também subiu (375 em 2025), e o aparelho levado costuma virar a chave para o crime seguinte — a invasão de conta, o Pix esvaziado, o golpe aplicado nos contatos da vítima.

O padrão Niterói: crime de superfície, não de sangue

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Quais são os crimes mais comuns em Niterói?

O estelionato domina: 6.343 casos em 2025 — 17 por dia, taxa de 1.227 por 100 mil habitantes, a maior da região metropolitana. A curva é a já conhecida do estado inteiro (1.713 em 2019 → salto em 2022 → recorde em 2025), com um agravante local: cidade de renda alta é alvo preferencial de golpe.

O roubo de rua, na contramão, caiu 67% desde 2019 (3.396 → 1.133). O roubo de veículo, 79% (1.331 → 279).

Um sinal exige registro à parte: os estupros subiram 56% em 2025 (136 → 212, o pior ano da série). Parte do aumento pode refletir mais denúncia — o padrão nacional aponta nessa direção — mas é o indicador violento que mais piorou na cidade.

Dados completos de Niterói

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Vale a pena morar em Niterói?

Pelos dados, o risco de violência grave em Niterói é o menor entre as grandes cidades do estado — e segue caindo. É o argumento estatístico que sustenta a fama de qualidade de vida.

O que os números cobram é atenção ao patrimônio: o morador de Niterói tem hoje mais chance de ter o celular furtado ou de cair num golpe do que em quase qualquer outra cidade fluminense. A defesa eficaz mudou: bloqueio de tela forte, Pix com limite, desconfiança de link — mais do que evitar esquina.

Os dados do ISP para Niterói estão no nível municipal — sem desagregação oficial por bairro. Para comparar com o resto do estado, veja os municípios mais perigosos do RJ.

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Perguntas frequentes sobre segurança em Niterói

Niterói é perigosa para morar? Na violência grave, é uma das cidades mais seguras do estado: 7,7 homicídios por 100 mil em 2025, quase metade da capital. O risco relevante é patrimonial: recorde de furto de celular (1.849) e a maior taxa de estelionato da região metropolitana.

Qual é a taxa de homicídio de Niterói? Em 2025: 40 homicídios dolosos para 516.787 habitantes — 7,7 por 100 mil. Em 2019 eram 107 mortes; a queda é de 63%.

Qual é o crime mais comum em Niterói? Estelionato: 6.343 casos em 2025, 17 por dia. Depois vêm os furtos (5.040) e a lesão corporal dolosa (1.907). O furto de celular (1.849) é o que mais cresce: +50% em um ano.

Niterói é mais segura que o Rio de Janeiro? Na violência letal, sim — taxa de homicídio quase metade da capital. No crime patrimonial, a diferença é pequena: Niterói registra 4.807 ocorrências por 100 mil, contra 5.725 do Rio.

A resposta final: Niterói é perigosa?

Para a vida, Niterói é estatisticamente a mais segura das grandes cidades fluminenses. Para o bolso, é uma das mais visadas — e a tendência piora: furto de celular em recorde, golpe líder absoluto de ocorrências.

A cidade sorriso não tem o problema do Rio. Tem o problema das cidades ricas: ninguém quer sua vida, mas muita gente quer seu telefone.

metodologia e limites

Dados de ocorrências criminais de Niterói extraídos do banco Crime Brasil (fonte primária: ISP/RJ — Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro). Série histórica 2019–2025, processada mensalmente em app.crimes_staging. Taxa por 100 mil habitantes calculada sobre a população usada pelas páginas de cidade do Crime Brasil (Niterói = 516.787; Rio de Janeiro = 6.730.729). Taxas de comparação de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo e São Gonçalo conforme análises anteriores do Crime Brasil com a mesma metodologia. Dados de 2026 são parciais e não foram usados.

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Citado por Gazeta do Povo, O Eco, Tribuna do Planalto

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Como citar esta página

CRIME BRASIL. Niterói quase não mata — mas é a cidade onde mais se registra crime depois do Rio. Disponível em: <https://crimebrasil.com.br/analises/niteroi-e-perigosa-dados-2025>. Acesso em: 17 out. 2026.

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Depoimento em vídeo
Vinícius Mendes
Repórter · Olhar Direto (Cuiabá · MT)

Repórter da editoria de Reportagem do Olhar Direto, portal de notícias de Cuiabá (MT), com cobertura de segurança pública e casos policiais no estado. Usou o dado do Crime Brasil para reportar a queda de roubos e a alta de estelionatos em Mato Grosso.

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Jair GonçalvesDepoimento
Jair Gonçalves
Fundador · Portal Atibaia News

Fundador do Portal Atibaia News, veículo de notícias de Atibaia (interior de São Paulo). Publicou com o dado do Crime Brasil o ranking de ocorrências por bairro da cidade.

“Parabéns à Crime Brasil pelo excelente trabalho de jornalismo de dados! As informações disponibilizadas possibilitaram ao Portal Atibaia News produzir uma importante matéria sobre os números de ocorrências policiais por bairro em Atibaia, levando informação e transparência aos nossos leitores. Muito obrigado.”
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Review em vídeo
Mundo de Cores
YouTube · 347 mil inscritos

Douglas, médico veterinário, comanda com a família o canal Mundo de Cores, sobre vida no campo, no Rio Grande do Sul.

“Só Compre uma Chácara Após Assistir Esse Vídeo!”

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Comentários no vídeo

“Gratidão pelas informações. Essa é uma excelente ferramenta para uma decisão segura.”

— @marceloguilemond1632

“Verdade, pode ajudar muito mesmo!”

— Mundo de Cores (canal)

“Muito Bom!”

— @edmundosantos3812
Gazeta do Povo
Artigo de opinião
Gazeta do Povo
Artigo assinado · Paraná

Artigo de opinião do editor do Crime Brasil: a queda de homicídios no Paraná esconde a alta em mortes no trânsito, suicídios e feminicídios — com o dado da plataforma.

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O Eco
Reportagem
O Eco
Reportagem · Amazônia

Reportagem sobre violência fundiária e baixa punição de crimes ambientais na Amazônia, cruzando dados do Crime Brasil com CPT, Ibama, CNJ e MapBiomas.

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Tribuna do Planalto
Capa do jornal
Tribuna do Planalto
Goiânia · edição impressa

Matéria de capa cruzando a queda de homicídios em Goiás com a alta no entorno do Distrito Federal, a partir do dado da plataforma.

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Levantamento exclusivo
Gazeta de S.Paulo
São Paulo · capital

Levantamento exclusivo do mapa da criminalidade na capital paulista — Moema com muito mais infrações que o Grajaú — com o dado do Crime Brasil.

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IHU · Unisinos
Fonte acadêmica
IHU · Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos

Entrevista do Instituto Humanitas Unisinos que cita a plataforma como fonte de microdado criminal aberto.

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IBCCRIM · JCC
Revisado por pares
IBCCRIM · JCC
Jornal de Ciências Criminais

Artigo no Jornal de Ciências Criminais sobre os limites do acesso a microdados criminais no Brasil, citando o Crime Brasil.

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Citado na
Wikipédia
Vila Sônia · Cidade Tiradentes
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Publicação
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Paper · Crime Brasil
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