
"Juquitiba é perigosa?" é uma pergunta que confunde quem só olha o número bruto. Cinco homicídios em um ano parece pouco — e é, se você compara com uma capital. O problema aparece quando você divide pelo tamanho da cidade.
Juquitiba é minúscula: cerca de 28 mil habitantes, espalhados pela Mata Atlântica no extremo sudoeste da Grande São Paulo, cortada pela Régis Bittencourt. Numa cidade desse tamanho, cinco mortes viram uma taxa alta.
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HOMICÍDIO — PEQUENA, MAS LETAL POR HABITANTE
1.Por habitante, Juquitiba é a mais letal da vizinhança.
Foram 5 homicídios dolosos em 12 meses (maio/2025 a abril/2026) — uma taxa de 17,9 por 100 mil habitantes. É a mais alta de toda a vizinhança rural. Ibiúna, vizinha bem maior, teve 8 mortes, mas com quase 78 mil habitantes a taxa cai para 10,3. O tamanho pequeno de Juquitiba é o que joga o indicador pra cima.
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Vale o aviso honesto: com só 5 mortes, esse número é volátil. Um caso a mais ou a menos muda a taxa de forma sensível. Por isso a leitura certa não é "Juquitiba é uma cidade violenta", e sim "Juquitiba é pequena demais para diluir a violência que tem".
E o padrão não é de explosão. Nos três anos completos mais recentes, a letalidade ficou no mesmo patamar baixo em valor absoluto:
Seis, três, quatro. Não há tendência de alta — há oscilação típica de número pequeno. A cidade não está ficando mais perigosa; ela só é pequena o bastante para que poucos casos virem uma taxa que assusta no ranking.
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ROUBO E FURTO — O DIA A DIA É LEVE
Se a letalidade pesa por habitante, o crime do cotidiano é leve. E aqui Juquitiba se parece com a cidade pequena que é.
2.O roubo é baixo e está parado.
Foram cerca de 120 roubos por ano nos últimos três anos — 110 em 2023, 127 em 2024, 120 em 2025. Para uma cidade na rota da Régis Bittencourt, é um patamar baixo. O furto, sem violência, é o crime mais comum: 280 casos em 12 meses.
Furto na frente, depois a lesão corporal dolosa — que é, na maioria, briga e violência doméstica, não assalto. O roubo aparece em terceiro, baixo. É o perfil de uma cidade onde o medo do dia a dia (ser assaltado na rua) é menor que a média paulista, mesmo com a taxa de homicídio chamando atenção.
Veja Juquitiba no mapa do Crime Brasil
Filtra por tipo de crime, mês ou ano. Compara com Ibiúna, Itapecerica da Serra ou Embu-Guaçu.
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ONDE O CRIME ACONTECE
Quem procura "o bairro mais perigoso de Juquitiba" não vai encontrar uma resposta clara — e isso diz muito sobre a cidade.
No volume de ocorrências, o Centro lidera, como em quase toda cidade pequena: é onde fica o comércio e o movimento. Depois vêm bairros como Barnabés, Laranjeiras e Justos, todos com poucas dezenas de registros no ano.
Na letalidade, não há concentração nenhuma. Os homicídios do período estão espalhados — nenhum bairro passou de 1 morte. Não existe uma área dominada pelo tráfico puxando a estatística. A violência letal de Juquitiba é esparsa, distribuída pela zona rural e pelos bairros da sede.
3.Sem epicentro, sem bairro do crime.
É o retrato de uma cidade de interior: o pouco que acontece se espalha. O Centro concentra o movimento e, com ele, o furto. A violência grave não tem endereço fixo — o que torna improdutivo falar em "bairro perigoso" aqui. Faz mais sentido olhar a cidade inteira.
Compare Juquitiba com Ibiúna ou Itapecerica da Serra
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METODOLOGIA E LIMITES DO DADO
metodologia e limites
Fonte primária: SSP-SP, portal de transparência ativa (SPDadosCriminais_<ANO>.xlsx em https://www.ssp.sp.gov.br/assets/estatistica/transparencia/spDados/). Os arquivos são publicados mensalmente e contêm os boletins de ocorrência individuais com bairro. Tabela app.crimes_sp no banco analytics do Crime Brasil.
Janelas:
- Perfil de crime e taxa de homicídio: maio/2025 a abril/2026 (12 meses). É a janela mais recente fechada na base.
- Tendência anual: anos-calendário completos de 2023, 2024 e 2025.
Taxa de homicídio: número de homicídios dolosos no período dividido pela população e multiplicado por 100 mil. População da estimativa IBGE 2024 — a mesma exibida nas páginas de cidade do Crime Brasil (Juquitiba: 27.969 hab.).
Sobre o número pequeno: com 5 homicídios no período, a taxa de Juquitiba é estatisticamente volátil. Um único caso a mais ou a menos altera o indicador de forma relevante. Por isso o texto trata a taxa como sinal — Juquitiba é pequena demais para diluir a violência que tem — e não como prova de uma cidade estruturalmente violenta.
Comparação da região: as taxas dos vizinhos usam a mesma janela de 12 meses e a mesma fonte. Homicídios em 12 meses: Ibiúna 8, Itapecerica da Serra 11, Embu-Guaçu 7, Miracatu 1. São Lourenço da Serra não registrou homicídio doloso no período.
Filtro de homicídio doloso: grupo HOMICÍDIO DOLOSO, excluindo homicídio culposo (acidente). Não inclui latrocínio nem tentativa de homicídio.
Por que não há ranking de bairros: o homicídio é raro demais por bairro (máximo de 1 no período) para sustentar um ranking honesto. O dado é tratado em nível de cidade.
Perguntas frequentes
Afinal, Juquitiba é perigosa? Depende de como você lê o número. A taxa de homicídio por habitante é a mais alta da vizinhança (17,9 por 100 mil), o que soa alarmante. Mas isso vem de só 5 mortes numa cidade de 28 mil pessoas — um número pequeno e volátil. No crime do dia a dia (roubo, furto), Juquitiba é mais tranquila que a média paulista. Não é uma cidade violenta no cotidiano; é uma cidade pequena onde a pouca violência letal que existe pesa na conta por habitante.
Juquitiba é mais perigosa que Ibiúna? Por habitante, sim. Juquitiba teve taxa de 17,9 por 100 mil contra 10,3 de Ibiúna. Mas Ibiúna teve mais mortes em número absoluto (8 contra 5) — é uma cidade quase três vezes maior.
Qual o bairro mais perigoso de Juquitiba? Não há um. No volume de ocorrências, o Centro lidera por concentrar o comércio. Na violência letal, não existe concentração — nenhum bairro passou de 1 homicídio em 12 meses.
Esses dados são oficiais? Sim. Vêm do portal de transparência da SSP-SP, atualizado mensalmente. O Crime Brasil ingere a planilha mês a mês e expõe os números aqui sem alteração além da normalização de nomes.
Última atualização: 23/06/2026. Próxima atualização prevista após a publicação dos dados de maio/2026 pela SSP-SP, normalmente entre o dia 25 e o último dia do mês seguinte.