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Os bairros mais perigosos de Maceió — 6 bairros concentram 55% dos homicídios

Por Valdo Stonehart·Metodologia

Verificado em 5 de junho de 2026

Benedito Bentes, Cidade Universitária e Clima Bom lideram os homicídios em Maceió: 6 bairros concentram 55% das mortes de 2023 a 2025. Veja o ranking completo com dados oficiais da SSP-AL.

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Destaques
Concentração
55%
Apenas 6 dos mais de 50 bairros de Maceió concentram 54,9% de todos os homicídios da cidade (2023–2025).
Farol da Ponta Verde, em Maceió — na orla turística da capital alagoana o homicídio é raro; a violência letal se concentra na periferia da parte alta
Farol da Ponta Verde, Maceió
Foto: André Lage Freitas / Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Maceió tem quase 1 milhão de habitantes e uma das histórias de segurança pública mais dramáticas do país: já foi a capital mais violenta do Brasil no início da década de 2010, quando Alagoas registrava mais de 2 mil homicídios por ano. De lá para cá, a queda é contínua — mas profundamente desigual no mapa.

Os dados da SSP-AL com identificação de bairro permitem responder com precisão a pergunta que todo morador (e todo visitante) faz: onde, exatamente, Maceió ainda é perigosa?

O ranking: os bairros com mais homicídios em Maceió

A contagem abaixo soma os homicídios registrados de 2023 a 2025 — três anos completos, para suavizar oscilações de ano único.

Juntos, os seis primeiros somam 602 dos 1.097 homicídios do período — 54,9% das mortes da cidade num grupo que representa uma fração pequena dos seus mais de 50 bairros.

A geografia é nítida: Benedito Bentes, Cidade Universitária, Clima Bom e Tabuleiro do Martins formam o arco da parte alta, a periferia que cresceu sem urbanização completa ao longo das últimas décadas. Jacintinho e Vergel do Lago são os grotões mais próximos do centro — território de ocupação densa espremido entre a lagoa e os tabuleiros.

Benedito Bentes: o líder de todos os anos

150 homicídios em três anos — nenhum bairro mata mais

O Benedito Bentes é quase uma cidade dentro da cidade — o bairro mais populoso da capital, nascido de um grande conjunto habitacional dos anos 1980 que nunca parou de se expandir. Volume populacional explica parte da liderança; a disputa territorial entre facções pelo varejo de drogas explica o resto.

A boa notícia está na curva: depois do pico de 64 mortes em 2023, o bairro recuou para a faixa de 42–44 nos dois anos seguintes — ainda o pior da cidade, mas um terço abaixo do auge.

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Clima Bom e Jacintinho: as duas curvas opostas

Nenhum par de bairros resume melhor a dinâmica recente de Maceió.

O Clima Bom viveu a pior virada da cidade: de 13 homicídios em 2022 para 40 em 2023 — o triplo, de um ano para o outro — e estacionou no novo patamar (34 em 2024, 31 em 2025). O padrão é típico de realinhamento de facção: quando um território muda de dono, a régua de violência sobe e demora a descer.

O Jacintinho, que em 2022 era o caso mais preocupante (53 mortes), fez o caminho contrário: 36, 29, 27. Metade do pico em três anos — a melhora mais consistente entre os grandes bairros.

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E a orla? Onde o homicídio é raro

A pergunta de quem visita: Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca aparecem no fim da distribuição, com poucas unidades por ano — frequentemente zero em meses seguidos. No recorte 2023–2025, nenhum bairro da orla turística entra nem perto do top 10.

Isso não significa orla sem crime — furto e golpe existem onde há turista e celular à mostra. Significa que a violência letal de Maceió tem endereço, e esse endereço não é a praia.

Dados completos de Maceió

Explore as ocorrências por bairro, tipo e período na página da cidade.

A cidade inteira está melhorando — mas de longe ainda assusta

O pano de fundo do ranking é positivo: Maceió mata cada vez menos.

De 582 homicídios em 2017 para 343 em 2025: queda de 41%. Alagoas como um todo saiu de mais de 2 mil mortes anuais (2012–2014) para 903 em 2025 — uma das maiores reduções do país, que o Crime Brasil já analisou em detalhe na série de 14 anos de mortes violentas em Alagoas.

O porém: a taxa de Maceió em 2025 — 34,5 homicídios por 100 mil habitantes — ainda é mais que o dobro da do Rio de Janeiro capital (14,3) e quatro vezes a de Niterói. A capital alagoana melhora rápido, mas parte de um patamar que era de guerra.

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Perguntas frequentes sobre os bairros de Maceió

Qual é o bairro mais perigoso de Maceió? Em homicídios absolutos, o Benedito Bentes: 150 mortes entre 2023 e 2025, liderando o ranking em todos os anos. Cidade Universitária (124) e Clima Bom (105) vêm em seguida.

Quais bairros de Maceió são seguros? A orla turística — Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca — registra homicídios apenas esporadicamente e fica fora de qualquer top 10 de violência letal. O risco lá é patrimonial (furto, golpe), não de vida.

A violência em Maceió está aumentando ou diminuindo? Diminuindo há quase uma década: de 582 homicídios (2017) para 343 (2025). Mas a queda é desigual — o Clima Bom, por exemplo, triplicou de patamar em 2023 e segue alto.

Maceió é mais violenta que outras capitais? A taxa de 34,5 homicídios por 100 mil (2025) ainda é alta: mais que o dobro do Rio capital (14,3). Mas já foi quase o dobro disso — Maceió liderou rankings nacionais no início dos anos 2010.

O mapa final

A violência letal de Maceió é territorial, concentrada e cada vez menor — três características que raramente aparecem juntas no debate público. Seis bairros da parte alta e dos grotões respondem pela maioria das mortes; a orla vive outra estatística; e a cidade inteira mata 41% menos que em 2017.

Quem quer entender (ou evitar) a violência de Maceió não precisa de um mapa da cidade. Precisa de um mapa de seis bairros — e da consciência de que, mesmo melhorando, a capital alagoana ainda tem o dobro da letalidade de capitais do Sudeste.

metodologia e limites

Dados de homicídios de Maceió extraídos do banco Crime Brasil (fonte primária: SSP-AL — Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, registros de CVLI com identificação de bairro, processados em app.crimes). Ranking por contagem absoluta de homicídios registrados entre 2023 e 2025 (total da cidade no período: 1.097). Séries anuais por bairro 2019–2025. Não publicamos taxas por 100 mil habitantes por bairro porque não há população oficial por bairro na mesma base de referência; a taxa municipal de 2025 (34,5/100k) usa a população das páginas de cidade do Crime Brasil (994.952). Os números refletem o bairro do registro da ocorrência. Dados de 2026 são parciais (até fevereiro) e não foram usados.

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Citado por Gazeta do Povo, O Eco, Tribuna do Planalto

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Como citar esta página

CRIME BRASIL. Os bairros mais perigosos de Maceió — 6 bairros concentram 55% dos homicídios. Disponível em: <https://crimebrasil.com.br/analises/bairros-mais-perigosos-maceio-2026>. Acesso em: 16 out. 2026.

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Depoimento em vídeo
Vinícius Mendes
Repórter · Olhar Direto (Cuiabá · MT)

Repórter da editoria de Reportagem do Olhar Direto, portal de notícias de Cuiabá (MT), com cobertura de segurança pública e casos policiais no estado. Usou o dado do Crime Brasil para reportar a queda de roubos e a alta de estelionatos em Mato Grosso.

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Jair GonçalvesDepoimento
Jair Gonçalves
Fundador · Portal Atibaia News

Fundador do Portal Atibaia News, veículo de notícias de Atibaia (interior de São Paulo). Publicou com o dado do Crime Brasil o ranking de ocorrências por bairro da cidade.

“Parabéns à Crime Brasil pelo excelente trabalho de jornalismo de dados! As informações disponibilizadas possibilitaram ao Portal Atibaia News produzir uma importante matéria sobre os números de ocorrências policiais por bairro em Atibaia, levando informação e transparência aos nossos leitores. Muito obrigado.”
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Review em vídeo
Mundo de Cores
YouTube · 347 mil inscritos

Douglas, médico veterinário, comanda com a família o canal Mundo de Cores, sobre vida no campo, no Rio Grande do Sul.

“Só Compre uma Chácara Após Assistir Esse Vídeo!”

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Comentários no vídeo

“Gratidão pelas informações. Essa é uma excelente ferramenta para uma decisão segura.”

— @marceloguilemond1632

“Verdade, pode ajudar muito mesmo!”

— Mundo de Cores (canal)

“Muito Bom!”

— @edmundosantos3812
Gazeta do Povo
Artigo de opinião
Gazeta do Povo
Artigo assinado · Paraná

Artigo de opinião do editor do Crime Brasil: a queda de homicídios no Paraná esconde a alta em mortes no trânsito, suicídios e feminicídios — com o dado da plataforma.

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O Eco
Reportagem
O Eco
Reportagem · Amazônia

Reportagem sobre violência fundiária e baixa punição de crimes ambientais na Amazônia, cruzando dados do Crime Brasil com CPT, Ibama, CNJ e MapBiomas.

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Tribuna do Planalto
Capa do jornal
Tribuna do Planalto
Goiânia · edição impressa

Matéria de capa cruzando a queda de homicídios em Goiás com a alta no entorno do Distrito Federal, a partir do dado da plataforma.

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Levantamento exclusivo
Gazeta de S.Paulo
São Paulo · capital

Levantamento exclusivo do mapa da criminalidade na capital paulista — Moema com muito mais infrações que o Grajaú — com o dado do Crime Brasil.

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IHU · Unisinos
Fonte acadêmica
IHU · Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos

Entrevista do Instituto Humanitas Unisinos que cita a plataforma como fonte de microdado criminal aberto.

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IBCCRIM · JCC
Revisado por pares
IBCCRIM · JCC
Jornal de Ciências Criminais

Artigo no Jornal de Ciências Criminais sobre os limites do acesso a microdados criminais no Brasil, citando o Crime Brasil.

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Wikipédia
Citado na
Wikipédia
Vila Sônia · Cidade Tiradentes
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Publicação
ResearchGate
Paper · Crime Brasil
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Zenodo
Dados abertos
Zenodo
Dados abertos · DOI
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Fonte Segura
Fonte Segura
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
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