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10 de maio de 2026

Florianópolis ou Balneário Camboriú: as duas SCs que viraram opostas

Por Valdo Stonehart

Comparamos 54 mil ocorrências policiais nas duas cidades-vitrine de Santa Catarina entre 2018 e 2025. Floripa caiu 70% em homicídios — virou nível europeu. BC foi pro caminho oposto: roubo de veículo subiu 69%, hoje próximo do Rio de Janeiro capital. Em sete anos, as duas SCs trocaram de lado.

FlorianópolisBalneário CamboriúSanta CatarinaSegurança PúblicaComparativoHomicídioRoubo de Veículo2025
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Ponte Hercílio Luz em Florianópolis, com a passarela de pedestres, o pilar central e o skyline do continente ao fundo
Ponte Hercílio Luz em Florianópolis, com a passarela de pedestres, o pilar central e o skyline do continente ao fundo

A pergunta circula em todo grupo de WhatsApp de quem pensa em sair do Sudeste pra Santa Catarina: Floripa ou BC? A resposta padrão era — até pouco tempo — uma questão de estilo. Floripa pra quem queria capital com praia, qualidade de vida e ar boêmio. Balneário Camboriú pra quem queria torres altas, vida noturna, Miami brasileira. Duas cidades-vitrine do mesmo estado, vendidas como "as duas SCs", quase intercambiáveis em propaganda.

A surpresa de quem olha os dados é descobrir que essa equivalência não existe mais. Em sete anos, as duas trajetórias divergiram tanto que comparar Floripa e BC hoje é mais parecido com comparar duas cidades de estados diferentes do que duas vizinhas de praia. Uma virou caso de sucesso. A outra, caso de alerta.

sumário

Neste artigo

  1. O MILAGRE QUE FLORIANÓPOLIS NÃO CONTA
  2. O CONTRAMILAGRE DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ
  3. A INVERSÃO HISTÓRICA
  4. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA — A PERGUNTA QUE NINGUÉM FAZ
  5. POR QUE BC VIROU O QUE VIROU
  6. ONDE EU MORARIA?
  7. METODOLOGIA E FONTES

01

O MILAGRE QUE FLORIANÓPOLIS NÃO CONTA

Em 2018, Florianópolis registrou 101 mortes violentas. Para uma cidade de 537 mil habitantes, isso significava 18,8 por 100 mil habitantes — quase a média nacional brasileira de 22, e número parecido com o de Belo Horizonte naquele ano. Floripa, na época, estava na lista das capitais que precisavam se preocupar.

Em 2025, foram 30 mortes. 5,6 por 100 mil. Uma queda de 70% em sete anos. Pra ter ideia da magnitude: a média europeia gira em torno de 3 por 100 mil; os Estados Unidos, em 6. Florianópolis fechou 2025 mais segura que qualquer capital americana de porte equivalente, e à frente de várias capitais europeias menores.

Mortes violentas — Floripa vs BC (taxa por 100 mil hab./ano)
Floripa caiu 70% em sete anos. BC oscilou perto da estabilidade.
191495020182019202020212022202320242025
Florianópolis
Balneário Camboriú
AnoFlorianópolisBalneário Camboriú
201818,8 / 100k10,3 / 100k
20218,7 / 100k4,8 / 100k
20247,1 / 100k11,0 / 100k
20255,6 / 100k6,9 / 100k

Não é um corte estatístico de um ano ruim. É uma trajetória consistente: 101 → 61 → 68 → 47 → 44 → 30 → 38 → 30. Sete anos de queda real, com pequenos sobressaltos em 2020 (pandemia) e 2024, mas sempre voltando ao patamar baixo.

1.Floripa hoje é mais segura que SP capital, Curitiba ou Porto Alegre

Em 2025, Florianópolis registrou 5,6 mortes violentas por 100 mil habitantes. São Paulo capital fechou 2024 em ~6/100k (SSP-SP); Porto Alegre, em ~12; Rio de Janeiro capital, em ~14. Floripa está abaixo de todas as capitais sudestinas grandes em letalidade — e isso é uma mudança histórica que aconteceu nos últimos sete anos, não vinte.

02

O CONTRAMILAGRE DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Balneário Camboriú, no mesmo período, foi pro caminho contrário. Não em homicídios — esses oscilaram em torno de 11/100k, parecido com onde Floripa estava em 2019. A divergência aparece num crime aparentemente menor: roubo e furto de veículos.

Skyline de Balneário Camboriú visto da Barra Sul, com as torres da praia central iluminadas ao entardecer e os morros ao fundo
Skyline de Balneário Camboriú visto da Barra Sul, com as torres da praia central iluminadas ao entardecer e os morros ao fundo
Roubo + furto de veículos (taxa por 100 mil hab./ano)
BC cresceu 69% em cinco anos. Floripa caiu 46%. As trajetórias divergiram.
313235156780202020212022202320242025
Florianópolis
Balneário Camboriú
AnoFlorianópolisBalneário CamboriúBC é...
2020134 / 100k161 / 100k1,2× pior
202287 / 100k313 / 100k3,6× pior
202488 / 100k208 / 100k2,4× pior
202572 / 100k273 / 100k3,8× pior

Em 2020, as duas cidades estavam relativamente próximas em volume de roubo/furto de veículos per capita — BC só 20% pior. Em 2022, o número de BC explodiu pra 313/100k. Caiu um pouco, voltou a subir, e fechou 2025 em 273/100k — número próximo da capital do Rio de Janeiro (cuja taxa oficial gira em torno de 300/100k).

Para uma cidade de 146 mil habitantes formais, isso significa um carro roubado ou furtado a cada 22 horas. Floripa, com quase quatro vezes a população, registrou cerca de um a cada 22 horas também — só que distribuído numa cidade muito maior, com uma rotatividade muito maior de veículos.

2.O roubo de veículo em BC está em nível de capital metropolitana grande

A taxa de 273 ocorrências por 100 mil habitantes em Balneário Camboriú no fim de 2025 está acima da média de várias capitais brasileiras de grande porte, próxima da capital do Rio de Janeiro (que historicamente fica em torno de 300/100k) e quase quatro vezes a de Florianópolis (72). Não é a estatística que costuma associar a uma cidade vendida como "Miami brasileira". Mas é coerente com a explicação que vem na seção 5 — BC virou hub de movimentação de bens, lícitos e ilícitos.

03

A INVERSÃO HISTÓRICA

Junte os dois movimentos lado a lado e o quadro fica vertiginoso.

Em 2018, a moeda era favorável a BC:

  • Mortes violentas: BC 45% menor que Floripa (10,3 vs 18,8)
  • Cidade pequena, turística, sensação de cuidado, longe do centro

Em 2025, a moeda virou:

  • Mortes violentas: BC 23% pior que Floripa (6,9 vs 5,6)
  • Roubo de veículo: BC 3,8× pior que Floripa (273 vs 72)
  • Violência doméstica: BC 33% pior per capita (1.077 vs 808)
  • Tentativa de homicídio: única categoria onde Floripa segue ligeiramente pior (20,5 vs 11,0/100k em 2025), provavelmente porque a capital tem mais hospitais com atendimento de urgência registrando casos que em outras cidades viram homicídio consumado.
Florianópolis vs BC — taxa por 100 mil hab./ano (2025)
Em três das quatro categorias coletadas, BC ficou pior que a capital. Roubo de veículo tem a maior diferença histórica.
Roubo+furto de veículos
273
Violência doméstica
1.077
Mortes violentas
6,9
Tentativa de homicídio
11

A inversão acontece em todas as categorias que medem risco efetivo do dia a dia. Tentativa de homicídio é a única exceção, e ela é distorcida pela infraestrutura — Floripa tem mais hospitais públicos atendendo emergência (HU/UFSC, Hospital Florianópolis, Celso Ramos), o que naturalmente eleva o número de tentativas registradas e baixa o de mortes consumadas.

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04

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA — A PERGUNTA QUE NINGUÉM FAZ

A categoria que mais fala sobre uma cidade — e que ninguém pergunta antes de mudar de endereço — é violência doméstica. Aqui BC tem o pior comportamento das quatro.

Violência doméstica — registros por 100 mil hab./ano
BC vem subindo. Floripa estável-em-queda. A diferença per capita já é de 33%.
1.07880853926902022202320242025
Florianópolis
Balneário Camboriú
AnoFlorianópolisBC
2022872 / 100k1.016 / 100k
2025808 / 100k1.078 / 100k
Variação 4 anos−7%+6%

Floripa registra menos VD per capita que BC desde 2022 e a diferença está crescendo. Em 2025, BC registrou 33% mais ocorrências de violência doméstica por habitante que Floripa (1.078 vs 808/100k). Não é o tipo de número que entra em folder turístico, e nem em conversa antes da mudança. Mas é provavelmente o crime mais relacionado à textura íntima de uma cidade — quem mora em casa, com quem, em que condição econômica, com que rede de apoio.

A leitura plausível: BC concentra muita pop flutuante (turistas, trabalhadores temporários, sazonais), apartamentos pequenos, jornadas longas em comércio e serviços, comunidade local mais diluída por verticalização e rotatividade. Floripa, mesmo com seus problemas, mantém estrutura de bairros mais coesa — Trindade, Itacorubi, Coqueiros têm rede de vizinhança, escolas, ambulatórios. BC tem 200 mil pessoas em 25 km² de torres, e a polícia registra o que sobra.

05

POR QUE BC VIROU O QUE VIROU

A pergunta dos dados é: o que mudou em BC entre 2018 e 2025?

Três peças encaixam.

1. O porto de Itajaí virou rota de saída da cocaína do Brasil. Itajaí, a 12 km de BC, é hoje o segundo maior porto brasileiro em movimentação de containers. Nos últimos anos, a Polícia Federal acumulou apreensões recordes — toneladas — saindo do porto em containers de exportação rumo à Europa. Em quase todas, a investigação subsequente identificou redes que operavam com estrutura logística e financeira ancorada nas cidades vizinhas, BC à frente. A cocaína passa por Itajaí, mas o dinheiro tende a passar por BC.

2. A verticalização desordenada. BC passou de 100 mil habitantes em 2010 pra 146 mil em 2022 — mas o número de unidades habitacionais saltou muito mais. Torres como Yachthouse, FG e Infinity Coast viraram referências mundiais em altura. Em alta temporada, a população flutuante leva BC perto de 400 mil pessoas. A polícia registra ocorrências envolvendo essa pop flutuante; a taxa per capita usa a pop fixa do Censo. O resultado: parte do crime aparece inflado por uma cidade que, no verão, simplesmente é três vezes maior do que diz a estatística.

3. Lavagem imobiliária. A literatura recente da Polícia Federal e do Coaf documenta repetidamente a presença de esquemas de lavagem usando apartamentos de luxo em BC pra movimentar dinheiro de organizações criminosas. As torres mais caras passaram a ser, simultaneamente, ativo financeiro e instrumento de lavagem. Quando isso acontece, sobe disputa territorial, sobe roubo de carros caros, sobe violência doméstica em apartamentos com famílias pressionadas por dívidas e ocupações irregulares.

Floripa não tem porto. Floripa tem universidades (UFSC, UDESC), governo (Centro, ALESC), tecnologia (Sapiens Parque, ACATE) e turismo distribuído em 42 praias — economia mais lícita, mais difusa, com Estado presente. BC tem porto vizinho, torres concentradas e turismo de massa. As duas cidades pegaram trens diferentes em 2018, e em 2025 a distância apareceu nos números.

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Mortes violentas, roubo de veículo e violência doméstica, cidade por cidade.

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06

ONDE EU MORARIA?

Se a pergunta é "onde se vive melhor com R$ 10 mil de salário, sem filhos, gostando de praia e vida noturna?" — Balneário Camboriú ainda é uma resposta defensável. Apartamento à beira-mar custa metade do que custaria em Floripa equivalente. A vida noturna é maior, a oferta de restaurantes é maior, o aeroporto de Navegantes está a 25 minutos. O risco extra de ter o carro roubado é real, mas administrável (estacionamento privativo, seguro, evitar locais conhecidos da BR-101).

Se a pergunta é "onde se cria família com tranquilidade, com casa em bairro de comunidade, ganhando como profissional liberal, professor ou servidor?" — Florianópolis, sem hesitar. A cidade tem a melhor combinação atual no Sul do Brasil entre letalidade baixíssima (5,6/100k é número europeu), roubo de veículo baixo (72/100k é menos que SP capital), rede de saúde universitária, escolas públicas e privadas competitivas e bairros com rede de vizinhança. O custo é alto e crescendo, mas a tranquilidade que se compra com ele é estatisticamente real, não slogan.

3.Em sete anos, Floripa virou a cidade que BC ainda parece ser

A propaganda turística vende BC como "paraíso seguro". Os dados mostram que esse paraíso saiu de Camboriú e foi morar do outro lado da BR-101, em Florianópolis. Em 2018, escolher entre as duas era escolher entre estilos. Em 2025, é escolher entre dois rumos opostos: uma capital que se consolidou como uma das mais seguras do país, e uma cidade-vitrine cuja economia paralela passou a aparecer cada vez mais nas estatísticas oficiais. A cidade dos cartões postais não é mais a mais segura. A capital dos servidores e dos professores é.

Eu, hoje, com o que esses dados mostram, moraria em Florianópolis. Mas iria pra BC num fim de semana sim, outro também — porque cidade com torre de 50 andares de frente pro mar tem coisa que cidade-ilha não tem. E porque o risco extra, em 2025, ainda é administrável pra quem sabe o que está vendo.

07

METODOLOGIA E FONTES

Metodologia, fonte, ressalvas e limites

Fonte dos dados: Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC), registros individuais de boletins de ocorrência disponibilizados sob Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) em resposta a pedidos formais do Crime Brasil. População dos municípios: IBGE Censo Demográfico 2022 (Florianópolis 537.213 hab.; Balneário Camboriú 145.796 hab.).

Período: janeiro de 2018 a dezembro de 2025 (8 anos). Subconjuntos por categoria conforme disponibilidade dos arquivos enviados pela SSP/SC.

Recorte: 4 categorias de crime (grupos consolidados pela SSP/SC) — "Mortes Violentas" (homicídio doloso + latrocínio + lesão corporal seguida de morte), "Roubo e Furto de Veículos" (somados), "Homicídio - Tentativa" e "Violência Doméstica" — totalizando 54.164 ocorrências entre as duas cidades (Floripa: 40.382; BC: 13.782). Taxas calculadas por 100 mil habitantes ao ano sobre a população do Censo 2022.

Categoria "Mortes Violentas": agregador da SSP/SC equivalente ao "homicídio doloso + latrocínio + lesão corporal seguida de morte" usado em outras unidades da federação. Diretamente comparável ao indicador de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Categoria "Violência Doméstica": conforme classificação SSP/SC, agrupa todos os registros de ocorrência cujo enquadramento foi identificado como ato em contexto doméstico/familiar — independentemente do tipo penal específico (lesão corporal, ameaça, descumprimento de medida protetiva, etc.). Não diretamente comparável a recortes que isolam um único tipo penal.

Comparação com outras capitais (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre): referências às taxas de homicídio doloso e roubo de veículo de 2024-2025 são estimativas a partir de dados públicos das SSPs estaduais e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 (FBSP). Margem de variação esperada de ±10%.

Limitações: SC envia dados agregados em quatro grupos (mortes violentas, roubo+furto de veículos, tentativa de homicídio e violência doméstica). Categorias presentes em outros estados (estupro, tráfico de drogas, roubo a pedestre, lesão corporal não-doméstica) não foram disponibilizadas pela SSP/SC sob LAI até a data de publicação. A análise reflete o que SC nos enviou, e que cobre as categorias de impacto direto na decisão de moradia. Para roubo a pedestre, estelionato e crimes contra a dignidade sexual, as comparações Floripa × BC permanecem indisponíveis. Boletins de ocorrência registram crimes notificados, não crimes ocorridos. Análise descritiva, não causal.

Reprodutibilidade: microdados disponíveis para download por LAI; a análise consolidada está publicada em crimebrasil.com.br. Verificado em 10/05/2026.

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