
Magé costuma entrar na mesma conversa que o resto da Baixada Fluminense: periferia do Rio, fundo da Baía de Guanabara, fama pesada que chega antes de qualquer número. O ISP/RJ, que publica os registros de todas as delegacias do estado, não confirma essa fama nas duas medidas que mais pesam nela, a morte e o assalto. Mas mostra outra coisa, que quase ninguém pergunta.
O que o boletim desmente: de janeiro a agosto de 2026, Magé registrou 21 homicídios dolosos, 8,6 por 100 mil habitantes no período, abaixo dos 10,0 do Rio de Janeiro. Os roubos de todos os tipos somaram 408, ou 167 por 100 mil, menos de um terço da taxa da capital. São números de cidade média da região, longe dos que dão fama à Baixada.
O que o boletim mostra: nas duas categorias que medem a violência entre pessoas, lesão corporal dolosa e ameaça, Magé tem a 2ª maior taxa entre os 28 municípios fluminenses com mais de 100 mil moradores, entre 1,6 e 1,7 vez a do Rio. Pouca morte, pouco assalto e muita agressão de perto: é essa combinação que organiza a análise. O perigo registrado em Magé tem menos a ver com a rua escura e mais com quem está por perto.
Magé tem mais ou menos crime que o Rio e as vizinhas?
Em registros de ocorrência por habitante, tem menos que a capital e mais que boa parte da vizinhança grande. De janeiro a agosto de 2026, as duas áreas de delegacia de Magé registraram 8.732 ocorrências, quase 36 por dia. Dividido pela população (244.142 habitantes), dá 3.577 por 100 mil, a 10ª maior taxa entre os 28 municípios do estado com mais de 100 mil moradores.
Fonte: Crime Brasil · crimebrasil.com.br
A capital registra 37% mais que Magé por habitante (4.906 contra 3.577). Duque de Caxias, que carrega uma fama parecida com a de toda a Baixada, registra menos (3.017), e Belford Roxo menos ainda (2.152). O roubo de rua, o que assusta quem anda a pé, somou 238 casos em oito meses, algo perto de um por dia numa cidade de quase 250 mil pessoas.
O total, porém, esconde o que há dentro dele. Em Magé, quase um quarto dos registros (2.113 de 8.732) é lesão corporal dolosa ou ameaça. No Rio, essas duas categorias somam 11% do total. O total esconde perfis bem diferentes: a capital registra muito patrimônio, e Magé registra muita agressão. A seção sobre violência de perto volta a isso.
Quantos homicídios tem Magé em 2026?
21 homicídios em oito meses: 8,6 por 100 mil, abaixo do Rio
No grupo comparado, Magé fica no meio da tabela: acima de Itaboraí (8,3), São Gonçalo (7,4) e Petrópolis (4,7), abaixo do Rio (10,0), de Duque de Caxias (12,9) e de Belford Roxo (16,8). Entre os 28 municípios do estado com mais de 100 mil habitantes, é o 16º.
Relatório quinzenal de Magé
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Vinte e um homicídios em 243 dias dão um a cada 11 ou 12 dias. Se o ritmo de 2026 se mantivesse até dezembro, a taxa ficaria perto de 13 por 100 mil no ano, mas isso é projeção, não dado: o ano ainda não fechou. Um cuidado sobre o gráfico: Guapimirim aparece com 11,0 por causa de apenas seis mortes numa cidade de 54 mil habitantes, e com números tão pequenos uma ou duas mortes a mais ou a menos mudam a posição.
Dois números costumam ficar de fora do homicídio doloso. As mortes por intervenção de agente do Estado, em geral em operações policiais, o ISP conta à parte: foram 2 em Magé nesses oito meses. E o feminicídio tem linha própria: foram 3. Somando tudo, o indicador de letalidade violenta do ISP chega a 26 mortes no período: os 21 homicídios dolosos, as 2 mortes por intervenção e os 3 feminicídios.
Quais são os crimes mais comuns em Magé?
O dia a dia criminal da cidade não é o que a fama sugere. O primeiro da lista não exige violência nenhuma, e logo atrás vêm dois que exigem contato.
Fonte: Crime Brasil · crimebrasil.com.br
O estelionato lidera com 1.504 registros, 17% do total: golpe do falso pagamento, do falso empréstimo, do cartão clonado, modalidade que não exige que o golpista esteja na sua rua. Em taxa (616 por 100 mil), Magé fica abaixo do Rio (813). Em seguida vêm ameaça (1.137) e lesão corporal dolosa (976), categorias que costumam reunir brigas, conflitos entre vizinhos e violência doméstica, embora o registro não separe uma coisa da outra.
Entre as categorias do gráfico, o roubo só aparece na sexta posição, com o roubo de rua (238), e o roubo de veículo (92) fica mais abaixo ainda. Para quem pensa em morar ou circular pela cidade, a leitura prática é que o risco mais frequente é o do golpe e do conflito de perto, e que o assalto existe, mas pesa bem menos do que na capital. Há ainda um número que engana: a posse de drogas soma 309 registros, a 3ª taxa do grupo de 28 cidades. Esse campo mede, sobretudo, a ação da polícia (flagrante), e não o quanto se consome ou se trafica.
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Onde Magé fica no topo do estado: a violência de perto
É aqui que a cidade se distingue das vizinhas. Em lesão corporal dolosa, Magé tem 400 casos por 100 mil habitantes, a 2ª maior taxa entre os 28 municípios do estado com mais de 100 mil moradores, por uma diferença mínima atrás de Teresópolis (402). É 1,6 vez a taxa do Rio (250). Em ameaça, são 466 por 100 mil, também a 2ª do estado, atrás só de Maricá (483) e 1,7 vez a da capital (273).
Fonte: Crime Brasil · crimebrasil.com.br
Dois sinais apontam na mesma direção. O primeiro é a tentativa de homicídio: 59 registros em oito meses (24 por 100 mil), a 3ª maior taxa do estado entre as cidades grandes, atrás de Barra Mansa e Japeri. Para cada homicídio consumado, Magé registrou 2,8 tentativas. No Rio, a razão é de 1,2. O segundo é o estupro, com 86 registros (35 por 100 mil), 1,8 vez a taxa da capital, num crime em que o registro depende muito de a vítima denunciar.
Guapimirim, a vizinha pequena, tem um perfil parecido: 387 lesões corporais e 534 ameaças por 100 mil. Petrópolis também fica alta em ameaça (409). Isso sugere que o padrão é mais regional do que exclusivo de Magé, e vale a cautela da seção de contexto: taxa alta de ameaça e lesão pode ser mais violência, mas também mais gente indo registrar.
O que mudou em 2026: assalto sobe, homicídio recua
Para saber se a cidade está melhorando ou piorando, a comparação honesta é o mesmo período do ano passado, janeiro a agosto. É a única vez que este texto olha para trás. Em jan-ago de 2025, Magé teve 23 homicídios dolosos; em jan-ago de 2026, foram 21, queda de 9%. Os roubos de todos os tipos foram de 337 para 408 (alta de 21%), e o roubo de rua de 161 para 238 (alta de 48%). O total de registros subiu 18%, de 7.424 para 8.732.
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Os números mensais são pequenos demais para ler tendência mês a mês, e a queda de 23 para 21 equivale a duas mortes a menos. O que mais cresceu foi o que depende de alguém ir à delegacia: o estelionato subiu de 1.129 para 1.504 (33%), a lesão corporal dolosa de 763 para 976 (28%) e a ameaça de 1.013 para 1.137 (12%).
Dois cuidados. A alta do roubo de rua pode ser mais crime ou mais registro, e a base de 161 casos é pequena para cravar uma conclusão. E o aumento geral dos registros não distingue uma coisa da outra: o ISP conta o que chegou à delegacia, não o que aconteceu. O que dá para afirmar é o desenho: em oito meses, menos morte registrada e mais ocorrência de todos os tipos registrada.
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Por que a agressão pesa mais que o assalto em Magé?
Os dados mostram o quê. O porquê pede cuidado, porque o boletim de ocorrência registra o fato, não a causa. O que segue é interpretação, apoiada em padrões que a pesquisa em segurança pública costuma documentar, e não uma classificação oficial.
A primeira peça é o que mora dentro das categorias. Lesão corporal dolosa e ameaça costumam reunir conflitos entre pessoas que se conhecem, como parceiros, familiares e vizinhos, e o ISP não separa uma coisa da outra. A segunda é o registro: crimes entre conhecidos costumam ter ganhado peso nas delegacias, em parte porque a Lei Maria da Penha e as campanhas de denúncia tornaram mais comum a vítima procurar a polícia. Uma cidade em que isso funciona bem pode aparecer no topo da taxa sem ser, de fato, a mais violenta. É uma hipótese plausível, não uma prova, e os dados não permitem separar quanto da taxa de Magé é violência e quanto é denúncia.
A terceira peça é o perfil econômico. Magé é uma cidade de periferia metropolitana, com a população espalhada por vários núcleos urbanos e parte dela trabalhando no Rio. O roubo de rua depende de gente circulando com algo de valor, e o comércio e o fluxo de passagem de Magé são menores que os da capital. É uma explicação plausível para os roubos baixos. Já a quarta peça, as 59 tentativas de homicídio, tem duas leituras possíveis: violência de fato mais grave, que por sorte ou por socorro rápido não terminou em morte, ou diferença na forma como a delegacia classifica a ocorrência, já que a fronteira entre lesão corporal grave e tentativa de homicídio depende da apreciação de quem registra. Os números não resolvem a dúvida.
Quais são os bairros mais perigosos de Magé?
É uma das perguntas mais comuns nas buscas, com nomes como Piabetá, Santo Aleixo, Inhomirim, Suruí, Fragoso, Mauá e Guia de Pacobaíba. A resposta honesta é que não existe número oficial por bairro de Magé.
O ISP/RJ publica os registros por área de delegacia (as CISPs), e na base que o Crime Brasil usa, Magé aparece em duas: a CISP 65 e a CISP 66, a segunda correspondente à 66ª DP, em Piabetá. As duas cobrem só o município. Guapimirim tem CISP própria, a 67, e só até dezembro de 2010 a CISP 65 atendia Magé e Guapimirim juntas. De janeiro a agosto de 2026, a CISP 65 registrou 2.826 ocorrências, 9 homicídios dolosos e 111 roubos; a CISP 66, 5.906 ocorrências, 12 homicídios e 297 roubos. São contagens, não taxas: a base não traz a população de cada área, e por isso não dá para dizer qual das duas é mais perigosa por habitante, nem muito menos qual bairro.
Para quem precisa de algo mais fino do que a média da cidade (para alugar, comprar, abrir um negócio ou escolher uma rota), o caminho é consultar a nota do endereço específico, que o Crime Brasil calcula, e cruzar com o que você conhece do lugar. A cidade é uma média, e o lugar onde você vai estar pode ser bem diferente dela.
O que os dados não dizem
Esta análise descreve o que está registrado no ISP/RJ. Aqui está onde ela para.
Número registrado não é crime que aconteceu. A conclusão de que Magé tem pouco roubo por habitante vale para o que chegou à delegacia, e a de que tem muita ameaça e lesão corporal vale para o que foi denunciado, nos dois sentidos: não dá para separar, só com estes números, quanto é mais crime e quanto é mais registro. O homicídio é o indicador menos sujeito a esse problema, e por isso é o mais sólido da análise. As comparações com o Rio e a região usam a mesma fonte e a mesma população oficial, mas as cidades têm perfis diferentes que uma taxa não captura.
A janela é curta. Oito meses de 2026 são suficientes para comparar cidades entre si, mas não para cravar tendência: 21 homicídios é um número pequeno, em que um ou dois casos mudam a posição no ranking. A taxa por 100 mil mostrada aqui é a do período, e a população usada é a mesma do ano todo, sem atualização mês a mês. O ISP também não traz a motivação, o autor nem o local da morte dentro da cidade, e as mortes por intervenção do Estado ficam em contagem separada.
O que os dados sustentam com segurança: em 2026, Magé tem homicídio e roubo por habitante abaixo do Rio; está entre as duas maiores taxas do estado, entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, em lesão corporal dolosa e em ameaça. O resto, das causas ao que acontece em cada bairro, é leitura.
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Perguntas frequentes sobre segurança pública em Magé
Magé é perigoso para morar? Pelos dados oficiais de 2026, o risco mais visível é o da violência entre pessoas: Magé tem a 2ª maior taxa do estado em lesão corporal dolosa (400 por 100 mil) e em ameaça (466), entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. Homicídio (8,6 por 100 mil em oito meses) e roubo (167 por 100 mil) ficam abaixo do Rio. O risco depende do tipo de crime que mais preocupa.
Qual é a taxa de homicídio de Magé? De janeiro a agosto de 2026: 21 homicídios dolosos para 244.142 habitantes, 8,6 por 100 mil no período (sem anualizar). Entre os 28 municípios do estado com mais de 100 mil habitantes, Magé é o 16º.
Magé é mais perigoso que o Rio de Janeiro? Em homicídio e em roubo, não: a taxa de homicídio do período é de 8,6 contra 10,0 da capital, e o roubo é menos de um terço. Em lesão corporal dolosa e em ameaça, sim: 1,6 e 1,7 vez a taxa do Rio. São tipos de risco diferentes, e a resposta depende de qual você quer medir.
Quais são os bairros mais perigosos de Magé? Não há dado oficial por bairro: o ISP/RJ divide a cidade em duas áreas de delegacia (CISP 65 e CISP 66). Qualquer ranking de bairros precisa mostrar de onde veio o número. Para um recorte mais fino, consulte a nota do endereço.
Magé está melhorando ou piorando em 2026? A seção "O que mudou em 2026" traz a única comparação com 2025 e os limites dela.
Esses dados são oficiais? Sim. Vêm do ISP/RJ, que publica os registros por área de delegacia todo mês, e do DATASUS/SIM, que entra no score como âncora do peso das mortes. O Crime Brasil ingere esses dados e calcula as taxas sobre a população do IBGE.
De onde vêm esses números
Quatro fontes sustentam este texto, e cada uma responde a uma pergunta diferente. Saber o que cada uma mede, e o que deixa de fora, muda a forma de ler.
ISP/RJ (Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro). É o órgão do governo estadual que consolida os registros de ocorrência feitos nas delegacias. Todo mês publica quantos boletins de cada tipo (homicídio, roubo, estelionato, ameaça e dezenas de outros) foram registrados em cada área de delegacia, as CISPs. Magé corresponde às CISPs 65 e 66, que somadas cobrem só o município. É a base dos números de crime deste artigo, e o último mês disponível é agosto de 2026. O que ela mede é o registro: quando uma vítima denuncia ou a polícia constata, vira número. O que ela não captura é o crime que ninguém registrou, e por isso os totais subestimam a realidade, mais nos crimes que dependem de a vítima ir à delegacia do que nos homicídios. As mortes por intervenção de agente do Estado aparecem em campo próprio, fora do homicídio doloso.
DATASUS/SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade). É a base do Ministério da Saúde que reúne as declarações de óbito, o documento que o médico preenche quando alguém morre. Ela registra a morte e a causa (inclusive as violentas), não o crime, e por isso os números não batem com os do ISP: o SIM conta pela certidão, o ISP pelo boletim de ocorrência, e os critérios de classificação, o local considerado e o tempo de fechamento são diferentes. Em compensação, quase toda morte gera uma declaração de óbito, o que faz do SIM uma boa régua da violência letal. O custo é o atraso: o SIM costuma levar mais de um ano para ser consolidado. Por isso, no score, ele só calibra o peso das mortes; os crimes contados vêm do ISP/RJ de janeiro a agosto de 2026.
Cadastro de endereços do IBGE (CNEFE). É a lista de todos os endereços do país levantada pelo Censo. O score usa os endereços, e não os moradores, como medida de exposição: quantas ocorrências, pesadas pela gravidade, acontecem para cada endereço do lugar. É assim que a nota fica comparável entre uma capital e uma cidade pequena, e entre um centro comercial cheio de gente de passagem e um bairro residencial.
População do IBGE. O denominador de toda taxa por 100 mil habitantes. Usamos a mesma população exibida nas páginas de cidade do Crime Brasil (Magé: 244.142 habitantes), idêntica para todos os meses. Ela corrige o efeito do tamanho: sem ela, o Rio sempre pareceria mais violento só por ser maior. O limite é que a população real muda, e uma taxa calculada sobre um número fixo carrega esse erro, em geral pequeno.
metodologia e limites
Fonte primária de crime: ISP/RJ, base mensal por CISP, publicada pelo Instituto de Segurança Pública. Última competência disponível: agosto de 2026. Magé: CISPs 65 e 66.
Janela: janeiro a agosto de 2026 em todos os números de crime. A comparação com o mesmo período de 2025 (jan-ago) aparece uma única vez, na seção de tendência.
Registros de ocorrência: campo registro_ocorrencias do ISP (total oficial de registros). Roubos: campo total_roubos (soma das modalidades de roubo). Homicídio doloso: campo hom_doloso, que exclui homicídio culposo, latrocínio e mortes por intervenção de agente do Estado (campo à parte). Lesão corporal dolosa, ameaça, tentativa de homicídio e estupro: campos lesao_corp_dolosa, ameaca, tentat_hom e estupro.
Taxa por 100 mil: ocorrências no período ÷ população × 100 mil, sem anualizar (a projeção para 12 meses, ~13 por 100 mil em Magé, aparece uma vez no texto e é rotulada como projeção). População IBGE usada nas páginas de cidade do Crime Brasil.
Cidades comparadas: Rio de Janeiro, Guapimirim, Petrópolis, Duque de Caxias, Itaboraí, São Gonçalo e Belford Roxo, mesma fonte, janela e método. O ranking estadual considera os 28 municípios do RJ com mais de 100 mil habitantes que o ISP publica isoladamente; Guapimirim, com 54 mil, entra nas comparações, mas fica fora do ranking.
Sobre o contexto: a leitura de violência entre conhecidos, de sub-registro e de perfil de periferia metropolitana é interpretação a partir do padrão dos números; o ISP não traz a motivação dos crimes. O texto sinaliza onde termina o dado e começa a interpretação.
O score de Magé
Score de Magé: 573 de 1.000 · Risco médio
Régua de risco geral (patrimônio, violência e morte), de 0 a 1.000: quanto maior a nota, maior o risco. Ocorrências do ISP/RJ de janeiro a agosto de 2026, anualizadas; o peso das mortes é ancorado nos atestados de óbito do DATASUS/SIM.
O score do Crime Brasil resume em um número o risco de um lugar, somando o que acontece com o patrimônio, a violência contra a pessoa e as mortes, cada crime pesado pela gravidade. As faixas vão de risco muito baixo (até 299) a baixo (300 a 499), médio (500 a 699), alto (700 a 849) e muito alto (850 a 1.000). A régua é a mesma para todo o país, então 573 em Magé significa a mesma coisa que 573 numa cidade do interior de São Paulo ou do Rio Grande do Sul. É a 10ª maior nota entre os 92 municípios do estado.
As vizinhas na mesma régua mostram onde Magé se encaixa: Duque de Caxias tem 700 (alto), Belford Roxo 636 (médio), São Gonçalo 623 (médio), Itaboraí 560 (médio), Guapimirim 511 (médio) e Petrópolis 445 (baixo); o Rio de Janeiro tem 737 (alto). Magé não chega ao alto porque o roubo por habitante fica bem abaixo da capital e de Duque de Caxias. Mas passa de Itaboraí, que tem um volume parecido de crime patrimonial na régua, porque a violência contra a pessoa (agressão, ameaça, estupro e tentativas de homicídio) puxa a nota de Magé para cima. Se parte do que acontece em Magé não chega à delegacia, a nota real pode ser diferente da registrada, para cima ou para baixo.
Então, Magé é perigoso? É uma cidade onde o assalto e a morte aparecem menos do que a fama da Baixada sugere e onde a agressão entre pessoas próximas aparece mais do que em quase qualquer outra cidade grande do estado. Para quem mora, trabalha ou pensa em se mudar, o que importa é menos a fama da região e mais o pedaço da cidade onde você vai estar: a rotina, o horário, o caminho. A média de 244 mil pessoas esconde ruas muito tranquilas e outras que concentram o risco.
O mesmo score existe para qualquer endereço: consulte a nota do seu endereço.




















