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Câmera de segurança funciona? O que os dados de 2026 mostram sobre o crime

Por Valdo Stonehart·Metodologia

Verificado em 2 de outubro de 2026

Antes de instalar câmera em casa, no comércio ou no condomínio: onde e quando roubo e furto acontecem em 2026 e o que a pesquisa diz sobre o efeito do CFTV.

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Roubo é crime de caminho
89,8%
Dos roubos registrados em SP de janeiro a agosto de 2026, 89,8% foram na via pública. Dentro de residências foram 1,9%, e em comércio, 1,9%.
Câmera de segurança em formato de domo instalada num poste ao lado de uma estrada, em Palmares do Sul (RS).
Câmera de monitoramento em poste na estrada, em Palmares do Sul (RS)
Foto: Paulo rsmenezes (recorte) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Alguém na sua rua foi furtado. O vizinho do lado já instalou câmera, o grupo do condomínio não fala de outra coisa e você abre o Google com uma pergunta direta: câmera de segurança funciona? As respostas que aparecem se dividem entre o "sim" de quem vende e o "não adianta nada" de quem foi roubado com a câmera ligada. Nenhuma das duas olha para o que decide a pergunta: de qual crime você quer se proteger, e onde ele costuma acontecer.

De janeiro a agosto de 2026, o estado de São Paulo registrou 102.542 roubos (de veículo, de carga e demais roubos) com data do fato neste ano. Nove em cada dez, 89,8%, aconteceram na via pública. Dentro de residências foram 1,9% (1.944 casos). Em estabelecimentos comerciais, 1,9% (1.992). A câmera que você instala olha para um ponto, e o roubo quase nunca acontece no ponto de alguém: acontece no caminho.

Esse é o fio deste texto. Câmera é uma ferramenta de ponto, e há crimes de ponto e crimes de caminho. O crime de ponto, o que acontece no seu portão, na sua loja, na sua garagem, é sobretudo furto, e a câmera responde bem a ele de um jeito que quase ninguém explica: registra quando e quem, e pode avisar a tempo. O crime de caminho, o roubo da rua, fica fora do alcance. Abaixo, o que a pesquisa diz sobre o efeito do CFTV, onde e quando os crimes aconteceram em 2026, o que cada fonte mede e o que nenhum número consegue responder.

O que a pesquisa diz: efeito pequeno, mas real, e com condições

A melhor evidência sobre câmeras vem de revisões que juntam dezenas de avaliações. A primeira é a da Campbell Collaboration, de Brandon Welsh e David Farrington, publicada em 2008: reuniu 44 estudos de câmeras em espaço público, todos com área de comparação, e fez a meta-análise de 41. A conclusão é que o CFTV tem efeito desejável modesto, mas significativo; o efeito é mais forte em estacionamentos e contra crimes de veículo, e maior no Reino Unido do que em outros países. Os autores recomendam manter o uso, mas de forma mais direcionada (revisão completa).

A segunda é a atualização de Eric Piza, Welsh, Farrington e Amanda Thomas, de 2019, que cobre 40 anos de avaliações. O resumo diz que as câmeras estão associadas a uma queda significativa e modesta do crime, com efeitos maiores e mais consistentes em estacionamentos e também queda em áreas residenciais. Sistemas com monitoramento ativo, em que alguém olha e reage, tiveram efeito maior que os passivos, que só gravam, e o resultado foi melhor quando a câmera veio junto de outras medidas. Os autores defendem que o CFTV seja direcionado a crimes de veículo e patrimoniais, e não usado como medida isolada (resumo do estudo).

Essas revisões têm limites que importam para quem decide em casa. O que medem é a queda do crime numa área coberta, em geral em sistemas instalados em espaços públicos, e não a chance de a sua casa ser furtada. Parte dos efeitos vem de poucos casos bem-sucedidos (estacionamentos). E a própria revisão de 2008 mostra que o resultado variou entre países. Dá para tirar duas ideias úteis: câmera funciona melhor contra crime patrimonial e de veículo, e funciona melhor quando alguém vê a imagem. As duas ideias dizem onde olhar nos dados.

O frame: crime de ponto e crime de caminho

Uma câmera tem um campo de visão. O que acontece dentro dele pode ser gravado, avisado e usado depois; o que acontece fora, não. Daí uma distinção simples: o crime de ponto acontece num lugar fixo que você controla (a casa, o comércio, a garagem), e o crime de caminho acontece onde você passa (a calçada, o ponto de ônibus, o semáforo).

Com os registros da SSP-SP de 2026, dá para ver quanto de cada crime cai em cada lado. Agrupamos o local do fato em via pública, residência (casa, apartamento, garagem do prédio), comércio (loja, mercado, bar, farmácia, posto, oficina e similares) e outros. Em roubo, quase tudo é caminho.

No furto o desenho muda, mas só um pouco. A via pública continua na frente, e o que cabe dentro do seu endereço cresce de 3,8% do roubo para 11,4% do furto.

1.O que a câmera vê é uma fatia pequena do crime total, e é a fatia onde ela tem mais a oferecer.

Somando furto e roubo, residência e comércio respondem por menos de 10% dos registros em SP em 2026 (9,8%). A maior parte do crime patrimonial acontece onde a sua câmera não alcança. Isso não é argumento contra instalar: é um argumento para saber o que ela pode e não pode fazer. Ela atua sobre o crime que acontece no seu ponto, e esse crime existe, mas não é o grosso dos números.

Duas ressalvas sobre a leitura. A primeira: "via pública" inclui a calçada em frente à sua casa ou loja, e uma câmera na fachada pode pegar parte dela. O dado não separa a calçada da esquina distante, então a fatia que a sua câmera enxerga é maior que os 1,9% de roubo em residência, mas não dá para dizer quanto maior. A segunda: o agrupamento por local é nosso, a partir de um campo de texto do boletim com 280 descrições diferentes; outro agrupamento daria percentuais um pouco distintos, sem mudar a ordem entre os lugares.

O Rio de Janeiro conta de outro jeito, e aponta para o mesmo lado. O ISP/RJ separa o roubo por tipo, e de janeiro a agosto de 2026, dos 59.870 roubos do estado, 53,9% (32.260) foram roubo de rua, 27,2% (16.310) foram roubo de veículo, 2,5% (1.506) foram a estabelecimento comercial e 0,7% (422) foram a residência. As categorias do ISP não são exclusivas entre si e não seguem o critério da SSP-SP, então os percentuais de lá e de cá não se comparam diretamente. Mas a proporção é parecida: o roubo a residência é uma fração mínima.

Em casa: o crime de ponto é o furto, e ele é descoberto depois

Se o roubo dentro de casa é raro, o que há dentro de casa? Furto. Em SP, de janeiro a agosto de 2026, foram 29.365 furtos em residências (casa, apartamento, garagem do prédio) contra 1.944 roubos. Para cada roubo dentro de uma residência, 15 furtos. É a diferença entre quem entra com a casa cheia e quem entra com ela vazia.

E aqui está a pista mais útil dos dados para quem pensa em câmera. Os boletins trazem um campo em que a vítima descreve o período do fato, e uma das opções é "hora incerta". Entre os furtos em residência com período informado, 34% estão nessa opção. No furto na via pública, são 1,9%. No roubo na via pública, 0,5%. Quem é roubado na rua sabe a hora, porque estava lá. Quem chega em casa e encontra a porta forçada não sabe.

Essa é a lacuna que a câmera preenche. Sem imagem, o furto em casa é um boletim com a hora em branco: não se sabe quando, nem quem, nem por onde entrou. Com imagem, o registro tem data, hora, rosto ou placa, e a polícia e o seguro têm do que partir. E o horário em que acontece mostra por que a gravação sozinha às vezes não basta: entre os furtos em residência com hora preenchida (só 51% do total), 23% foram na madrugada, 27% de manhã, 28% à tarde e 22% à noite. Distribuição quase uniforme: não existe um horário seguro em que dê para desligar a atenção.

2.Em casa, a câmera é mais fonte de resposta do que de barreira, a menos que alguém veja a imagem a tempo.

O furto residencial é espalhado pelo dia e descoberto depois. Uma câmera que só grava ajuda a reconstituir o que aconteceu. O que muda o desfecho é o alerta no celular, uma portaria que olha ou uma empresa de monitoramento que reage, e é o monitoramento ativo que aparece com efeito maior nas revisões. É interpretação a partir dos números e da pesquisa: os boletins não dizem se o local tinha câmera nem se alguém viu a tempo.

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No comércio: o furto no expediente, o roubo à noite

O comércio é o outro ponto fixo, e mostra dois crimes com horários diferentes. Em SP, de janeiro a agosto de 2026, foram 14.268 furtos e 1.992 roubos em estabelecimentos comerciais. O furto se concentra no horário de funcionamento: dos casos com hora preenchida, 54% foram entre 9h e 17h59. É o balcão, a prateleira, a loja com movimento. O roubo no comércio se inclina para a noite: 35,5% entre 18h e 23h59, a faixa do fechamento.

A leitura provável é que são dois problemas. O furto no expediente tem a cara do crime de quem circula dentro da loja, e para ele a câmera dentro do estabelecimento, que dissuade e identifica, é a medida óbvia. O roubo, mais raro, acontece na abertura e no fechamento, quando há pouca gente e dinheiro no caixa, e pede outra resposta: rotina de fechamento, iluminação, alarme. Os boletins não classificam quem comete nem o que a vítima fazia, então isso é leitura do padrão, não dado.

Aqui entra a única comparação com 2025 do texto, e ela tem a ver com a decisão de quem tem uma loja. No Rio de Janeiro, de janeiro a agosto de 2026, os roubos a estabelecimento comercial foram 1.506, contra 1.142 no mesmo período de 2025: alta de 32%. No mesmo intervalo, o total de roubos no estado caiu 9% (de 66.099 para 59.870). O crime em geral recuou e o roubo ao comércio foi na contramão. Isso não diz que a causa é a falta de câmera nem que a câmera resolveria; diz que o comerciante carioca olha para uma tendência pior que a do estado.

No carro e na garagem: onde a pesquisa é mais forte e o crime menos concentrado

A evidência mais robusta das revisões é para estacionamentos e crimes contra veículos. Os dados paulistas de 2026 trazem um contraponto: o furto e o roubo de veículo não acontecem, em sua maioria, onde a pesquisa mais achou efeito. Dos 52.623 furtos de veículo, 85,8% foram na via pública; 5,7% em residência (incluindo 2,1% em garagem) e 3,5% em estacionamento. Dos 11.189 roubos de veículo, 86,6% foram na via pública.

A leitura é que o carro é furtado onde está, e a maior parte do tempo ele está na rua. Quem guarda o carro em garagem ou estacionamento está num pedaço pequeno do risco, e é justamente o pedaço (os estacionamentos) onde as revisões veem os efeitos mais consistentes. Para o resto, a câmera da sua fachada ou do condomínio vê a rua em frente, e a questão passa a ser quem mais olha para ela. Em São Paulo capital há um programa público que tenta responder a isso, e ele aceita câmeras privadas na conta.

O Smart Sampa, da Prefeitura, tem hoje 50 mil câmeras, segundo a página oficial do programa consultada em 2 de outubro de 2026: 20 mil próprias e 30 mil integradas da rede privada. Pelo chamamento público, empresas, concessionárias e cidadãos podem integrar gratuitamente câmeras externas, desde que instaladas em áreas públicas e com resolução mínima de 2 megapixels (programa). Não conferimos, para este texto, nenhuma avaliação do efeito do programa sobre os registros, então a existência dele não prova que reduz crime; mostra que a imagem da rua, que o roubo de caminho exige, depende de uma rede, não de uma câmera.

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O que decidir antes de instalar: cinco perguntas

Com o frame de ponto e caminho, a pergunta "câmera funciona?" vira uma lista que dá para responder em casa, antes de comparar preço.

  1. Que crime você quer enfrentar? Furto com a casa vazia, invasão de loja, furto de carro na garagem ou roubo na calçada? Os dois primeiros são de ponto, e a câmera tem o que oferecer. O último é de caminho, e a câmera da sua porta cobre só o trecho em frente.
  2. Onde ele acontece? Marque no mapa mental os pontos de entrada (portão, janela dos fundos, garagem, balcão) e o que a imagem pega de cada um. Uma câmera que só vê a rua não protege o quintal.
  3. Quando? O furto residencial se espalha pelo dia inteiro e o roubo se concentra no começo da noite. Pergunte a quem instala como a imagem fica à noite e teste antes de aceitar.
  4. Quem vai ver, e a tempo? Gravação que ninguém assiste serve para investigar depois. Alerta no celular, portaria atenta ou empresa de monitoramento são o que as revisões chamam de monitoramento ativo, que teve efeito maior.
  5. O que mais entra junto? Os autores da revisão de 2019 não recomendam câmera como medida isolada. Iluminação, trancas, o hábito de combinar com a vizinhança e o registro de ocorrência de qualquer furto, mesmo pequeno, completam a conta. É o registro que faz o problema aparecer nos números.

Esse caminho evita dois erros comuns: gastar com câmera que enxerga o lugar errado e achar que câmera instalada é problema resolvido. O dado não promete que a câmera evita o crime no seu endereço. O que ele mostra é que o crime de ponto existe, que é de um tipo (furto) em que a imagem ajuda e que o roubo de rua exige outra resposta, que não cabe numa fachada.

De onde vêm os números e as evidências

SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo). Consolida os boletins de ocorrência do estado e os publica todo mês. Cada registro traz a natureza do crime, a data, a hora, o município e uma descrição do local do fato. Mede o que foi registrado na delegacia, não o que aconteceu: o furto de pouco valor e o furto em casa são os que mais deixam de ser registrados. O campo de local é texto digitado pela delegacia, com 280 descrições distintas em 2026 (todos os tipos de crime), e o de período e hora falta em parte dos casos (a hora vem preenchida em 81% dos roubos e em 55% dos furtos). Nada na base diz se o local tinha câmera.

ISP/RJ (Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro). Publica por mês os registros das áreas de delegacia, com colunas separadas para roubo de rua, de veículo, a residência e a comércio, entre outras. Responde bem à pergunta "quantos?" e não traz horário nem local exato; as categorias não são exclusivas entre si.

Revisões científicas. A da Campbell Collaboration (Welsh e Farrington, 2008) e a meta-análise de Piza e colegas (Criminology & Public Policy, 2019) medem o efeito de sistemas de CFTV sobre a queda do crime em áreas cobertas, comparadas a áreas sem câmera. Não medem o efeito de uma câmera numa casa, e o efeito variou entre os países avaliados.

Smart Sampa (Prefeitura de São Paulo). A página oficial informa o número de câmeras e as regras de integração da rede privada. É uma informação de gestão do programa, não um indicador de resultado.

O que os dados não dizem

O banco do Crime Brasil não tem dado sobre câmeras instaladas, e os boletins não registram se o local do crime tinha câmera, se ela funcionava ou se alguém viu a imagem. Por isso este texto não responde "a câmera evitou X furtos". O que ele faz é descrever onde e quando o crime acontece e relacionar isso ao que a pesquisa internacional diz sobre o efeito de câmeras.

Outras ressalvas valem. Registro não é crime: o furto em casa é dos que menos chegam à delegacia, e 29.365 casos são um piso, não o total. "Via pública" mistura a calçada da sua casa e a esquina distante, e isso limita a conta do que a sua câmera enxerga. O agrupamento de local, a lista de subtipos de comércio e a leitura de "crime de ponto e de caminho" são nossos, e não classificações oficiais. Os números do RJ e de SP vêm de bases com critérios diferentes e servem para ler o padrão, não para comparar os dois estados. E há o efeito de deslocamento, que as revisões tratam e que os dados daqui não permitem medir: câmera num ponto pode empurrar o crime para o vizinho sem câmera.

O que os dados sustentam com segurança: em 2026, em SP, a maior parte do roubo acontece na via pública; dentro de casa e de loja o crime mais comum é o furto, e o furto em casa é descoberto depois, com a hora em branco em um terço dos casos com período informado. A pesquisa sustenta que câmera tem efeito modesto, maior com monitoramento ativo e contra crime patrimonial. O resto, no seu endereço, depende de onde e como a câmera é posta.

Última atualização: 02/10/2026, com dados da SSP-SP e do ISP/RJ até agosto/2026. Próxima atualização prevista após a publicação dos dados de setembro/2026.

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Perguntas frequentes sobre câmeras de segurança

Câmera de segurança funciona? As revisões científicas acham efeito pequeno e significativo na queda do crime, mais forte em estacionamentos e contra crimes de veículo, e maior quando há monitoramento ativo. Em casa ou no comércio, ela é mais útil contra furto, que é crime de ponto, do que contra o roubo da rua.

A câmera evita o furto em casa? Os dados não medem isso. Em SP, de janeiro a agosto de 2026, foram 29.365 furtos em residências, e em 34% dos que trazem o período informado a vítima não sabia a hora. A imagem ajuda a saber quando e quem. Para evitar, o que as revisões apontam é a imagem vista e respondida a tempo, combinada a outras medidas.

Onde o roubo acontece, afinal? Na via pública, na grande maioria dos casos. Em SP, em 2026, 89,8% dos roubos foram na rua, contra 1,9% dentro de residências e 1,9% em comércio. No Rio, o roubo de rua é 53,9% do total do estado.

Vale instalar câmera em comércio? O furto no comércio se concentra no horário de funcionamento (54% entre 9h e 17h59 em SP), e o roubo, no começo da noite (35,5% entre 18h e 23h59). Câmera dentro da loja serve ao primeiro; para o segundo, rotina de fechamento e alarme também contam. No RJ, o roubo a comércio subiu 32% sobre o mesmo período de 2025.

Posso ligar minha câmera à rede pública? Em São Paulo capital, o Smart Sampa aceita câmeras externas de empresas e cidadãos, instaladas em áreas públicas e com resolução mínima de 2 megapixels, por chamamento público. Em outras cidades, as regras variam: pergunte à prefeitura.

Onde ficam os dados oficiais? Cada secretaria estadual de segurança pública publica os seus (SSP-SP em São Paulo, ISP no Rio de Janeiro). O Crime Brasil reúne essas fontes e calcula o que cada uma permite calcular.

metodologia e limites

Fontes de crime: SSP-SP (tabela app.ssp_sp_dados_criminais, campo natureza_apurada); ISP/RJ (tabela app.rj_isp_cisp_raw, campos total_roubos, roubo_rua, roubo_veiculo, roubo_residencia e roubo_comercio, soma de todas as CISPs do estado). Última competência: agosto de 2026.

Janela: janeiro a agosto de 2026 em todos os números de crime, com fatos ocorridos em 2026 no caso da SSP-SP. A única comparação com 2025 (janeiro a agosto) é a de roubo a comércio e total de roubos no RJ, na seção do comércio.

Tipos de crime (SSP-SP): roubo = roubo de veículo, roubo de carga e demais roubos (102.542 registros); furto = furto de veículo, furto de carga e demais furtos (383.493). Furto de veículo = natureza "FURTO DE VEÍCULO" (52.623); roubo de veículo = "ROUBO DE VEÍCULO" (11.189).

Local do fato (SSP-SP): agrupamento do campo descr_subtipolocal. Via pública = "Via Pública". Residência = Casa, Casas, Apartamento, Apartamentos, Garagem ou abrigo de residência, Garagem coletiva de prédio, Edícula/Fundos. Comércio = Mercado, Lojas, Farmácia/Drogaria, Bar/Botequim, Bar, Restaurante, Lanchonete/Pastelaria/Pizzaria, Lanchonete, Conveniência, Padaria/Confeitaria, Padaria/Café, Café/Lanchonete, Armazém/Empório, Açougue/Frigorífico, Doceria/Bomboniere/Sorveteria, Distribuidora, Salão de Beleza/Estética, Posto de Gasolina, Oficina, Mecânica/Borracharia, Autopeças, Concessionária de Veículos, Lotérica, Material de Construção, Roupas, Roupas Femininas, Atacadista, Magazine, Bazar, Pet Shop, Eletroeletrônicos, Perfumaria, Boutique, Boutiques, Joalheria, Joalheria/Relojoaria, Móveis, Papelaria/Livraria, Calçados, Floricultura, Informática e Suprimentos, Ótica/Laboratório Fotográfico, Banca de Jornais/Revistaria, Material Elétrico e Show-Room. Todo o resto entra em "outros locais" (transporte coletivo, escolas, hospitais, áreas rurais, obras, estacionamentos, internet e outros). Estacionamento (furto de veículo) = Estacionamento público, particular, com vigilância e Estacionamento.

Horário (SSP-SP): faixas de seis horas (0h–5h59, 6h–11h59, 12h–17h59, 18h–23h59) sobre os registros com hora preenchida (roubo 81%, furto 55%; furto em residência 51%, furto em comércio 77%, roubo em comércio 93%). "Hora incerta" = desc_periodo "Em hora incerta", sobre os registros com desc_periodo preenchido: furto em residência 5.596 de 16.482, furto em comércio 761 de 4.746, furto na via pública 2.617 de 139.630, roubo na via pública 150 de 27.933.

Evidência externa: Welsh e Farrington, "Effects of Closed Circuit Television Surveillance on Crime", Campbell Systematic Reviews 2008:17, doi 10.4073/csr.2008.17; Piza, Welsh, Farrington e Thomas, "CCTV surveillance for crime prevention: A 40-year systematic review with meta-analysis", Criminology & Public Policy 18(1), 2019, doi 10.1111/1745-9133.12419; página oficial do Smart Sampa, consultada em 02/10/2026.

Sobre o contexto: a leitura de crime de ponto contra crime de caminho, do furto residencial descoberto depois e dos dois problemas do comércio é interpretação a partir do padrão dos números, não classificação dos boletins. O texto sinaliza onde termina o dado e começa a interpretação.

O score do seu endereço

A câmera responde a um risco que você precisa conhecer antes de comprar: o do lugar onde você mora ou trabalha. O score do Crime Brasil resume esse risco em uma nota para um endereço, somando o que acontece com o patrimônio, a violência contra a pessoa e as mortes, cada crime pesado pela gravidade e dividido pelos endereços do lugar, e não pelos moradores. A escala vai de 0 a 1.000, e quanto maior a nota, maior o risco. As faixas são: até 299, risco muito baixo; de 300 a 499, baixo; de 500 a 699, médio; de 700 a 849, alto; de 850 a 1.000, muito alto. A régua é a mesma para o país inteiro, então uma nota 500 em Belém significa a mesma coisa que uma nota 500 em Porto Alegre.

Na prática, a nota ajuda a calibrar a pergunta deste artigo. Num endereço com risco alto de furto, uma câmera com alerta e monitoramento vale mais do que num endereço de risco baixo, onde o dinheiro pode ir antes para tranca, portão e iluminação. E o tipo de crime pesa tanto quanto a nota: o que a câmera cobre é o crime do ponto, e saber qual é o do seu lugar muda o que se compra.

Consulte a nota do seu endereço e, se quiser ir além da nota, gere o relatório completo do lugar, com os crimes por tipo e horário e o contexto da região, para levar à conversa com o instalador, o síndico ou a equipe da loja.

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Como citar esta página

CRIME BRASIL. Câmera de segurança funciona? O que os dados de 2026 mostram sobre o crime. Disponível em: https://crimebrasil.com.br/analises/camera-de-seguranca-funciona-dados-2026. Acesso em: 2 out. 2026.

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Vinícius Mendes
Repórter · Olhar Direto (Cuiabá · MT)

Repórter da editoria de Reportagem do Olhar Direto, portal de notícias de Cuiabá (MT), com cobertura de segurança pública e casos policiais no estado. Usou o dado do Crime Brasil para reportar a queda de roubos e a alta de estelionatos em Mato Grosso.

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Jair GonçalvesDepoimento
Jair Gonçalves
Fundador · Portal Atibaia News

Fundador do Portal Atibaia News, veículo de notícias de Atibaia (interior de São Paulo). Publicou com o dado do Crime Brasil o ranking de ocorrências por bairro da cidade.

“Parabéns à Crime Brasil pelo excelente trabalho de jornalismo de dados! As informações disponibilizadas possibilitaram ao Portal Atibaia News produzir uma importante matéria sobre os números de ocorrências policiais por bairro em Atibaia, levando informação e transparência aos nossos leitores. Muito obrigado.”
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Douglas, médico veterinário, comanda com a família o canal Mundo de Cores, sobre vida no campo, no Rio Grande do Sul.

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“Gratidão pelas informações. Essa é uma excelente ferramenta para uma decisão segura.”

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“Muito Bom!”

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Gazeta do Povo
Artigo de opinião
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Artigo assinado · Paraná

Artigo de opinião do editor do Crime Brasil: a queda de homicídios no Paraná esconde a alta em mortes no trânsito, suicídios e feminicídios — com o dado da plataforma.

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O Eco
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O Eco
Reportagem · Amazônia

Reportagem sobre violência fundiária e baixa punição de crimes ambientais na Amazônia, cruzando dados do Crime Brasil com CPT, Ibama, CNJ e MapBiomas.

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Tribuna do Planalto
Capa do jornal
Tribuna do Planalto
Goiânia · edição impressa

Matéria de capa cruzando a queda de homicídios em Goiás com a alta no entorno do Distrito Federal, a partir do dado da plataforma.

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Gazeta de S.Paulo
São Paulo · capital

Levantamento exclusivo do mapa da criminalidade na capital paulista — Moema com muito mais infrações que o Grajaú — com o dado do Crime Brasil.

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IHU · Unisinos
Fonte acadêmica
IHU · Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos

Entrevista do Instituto Humanitas Unisinos que cita a plataforma como fonte de microdado criminal aberto.

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IBCCRIM · JCC
Revisado por pares
IBCCRIM · JCC
Jornal de Ciências Criminais

Artigo no Jornal de Ciências Criminais sobre os limites do acesso a microdados criminais no Brasil, citando o Crime Brasil.

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