Todo o dado que usamos é público. O trabalho é fazer ele servir.
O Crime Brasil reúne o que o Brasil publica sobre um lugar — ocorrência das secretarias estaduais, morte por causa externa, internação, acidente em rodovia federal, população, renda, sistema prisional e território — e transforma isso em número que dá para usar numa decisão. Nada do que entra aqui é comprado ou secreto: é público, é gratuito e está no ar para quem quiser baixar.
As bases
boletim das secretarias estaduais, SINESP, ISP-RJ e os dados criminais de São Paulo — o que cada estado publica, no recorte em que publica
DATASUS: óbito por causa externa, internação hospitalar e a notificação de violência do SINAN — três leituras independentes da polícia
CNJ DataJud: processo criminal, movimentação e assunto, dos tribunais estaduais aos federais, ao STJ e ao TST
SISDEPEN: estabelecimento, capacidade e população carcerária
PRF e DETRAN: sinistro, ocorrência e pessoa envolvida em rodovia federal
IBGE (município, bairro, população e Censo), Receita Federal (estabelecimento e sócio) e BACEN ESTBAN (agência e depósito por município)
MapBiomas (alerta, desmatamento, fogo e mineração), INPE (PRODES e queimadas), IBAMA (auto de infração, embargo e apreensão), CAR, FUNAI e CPT
Atlas da Violência do IPEA e as séries históricas que sustentam comparação de longo prazo
O que a gente faz com esse dado
- Análise — leitura escrita por quem olhou o dado, não painel automático com legenda.
- Automação — o mesmo recorte refeito sozinho a cada base nova que a secretaria publica.
- Pesquisa — uma pergunta específica respondida com a fonte junto — inclusive quando a resposta é "não dá para saber".
- Entrega recorrente — o mesmo relatório todo mês, com alerta quando um lugar da sua lista piora.
- Dado limpo — planilha normalizada, com chave de município e de bairro que casa com a sua.
- Cruzamento único — crime com saúde, trânsito, renda e território no mesmo endereço — o que não existe pronto em lugar nenhum.
Baixar o dado é simples. Cruzar é o trabalho.
Dado público brasileiro não vem normalizado. O mesmo município aparece escrito de dezenas de jeitos, o bairro vem sem código, a coordenada vem repetida e a população vem de outro recorte. Enquanto os nomes não batem, não existe cruzamento — e é o cruzamento que produz achado sobre um endereço. A lista abaixo não é hipotética: é o que a gente encontrou, mediu e corrigiu para conseguir publicar.
- Mato Grosso publicou 242 grafias diferentes de município em um único ano — mais grafias do que municípios existem no estado. “Cuiabá” e “Cuiaba” contam como duas cidades, e o ranking sai errado sem ninguém perceber.
- Cidade homônima em dois estados herdando a população da outra. A taxa por 100 mil habitantes saía até 42 vezes errada. Hoje um teste automático barra isso a cada alteração.
- Categoria de crime sem acento caindo em “Outros”. A palavra-chave do classificador não batia com o texto acentuado da secretaria, e o crime simplesmente sumia da estatística.
- Latitude e longitude que parecem endereço mas são o centro da cidade. Em Porto Alegre, 17.887 ocorrências de uma janela recente estavam na mesma coordenada, espalhadas por 183 bairros. Um classificador por vizinhança acertava 0,5% — exatamente um em 183, ou seja, acaso puro.
- No DATASUS, o ano do arquivo não é o ano do óbito. Quem usa o campo errado publica um número errado com toda a confiança do mundo.
Nenhum desses erros dá erro. Todos dão um número — plausível, apresentável e falso.
Duas formas de receber
Relatório personalizado
Um lugar explicado do começo ao fim, em PDF: o que acontece, quando, com quem, e como ele se compara ao resto da cidade e do estado. Três níveis de profundidade, do retrato ao cruzamento inteiro.
Saiba mais →Assinatura API
A nota de cada endereço dentro do seu sistema, na mesma data-base para a lista inteira, reprocessada a cada base nova. Por contrato, com escopo escrito.
Saiba mais →Quer saber qual das duas formas serve para o seu caso?
Como o número é construído
O método é um só, e ele vale igual para o relatório de um endereço, para o pacote de uma rede e para a nota que entra no seu sistema. Nenhum destes passos é opcional — pular qualquer um deles produz número que parece certo e não é.
O CEP vira bairro, e o bairro vira o MESMO bairro em todas as bases. É o passo que ninguém vê e que decide o resto: sem ele, o "Centro" da secretaria e o "Centro" do IBGE são dois lugares diferentes.
Município nunca é casado por nome — nome muda de grafia, ganha acento, perde hífen. A chave é o código, e o de sete dígitos vira o de seis quando a base antiga exige.
Todo número sai da mesma janela de doze meses. Comparar um lugar de uma janela com outro de outra é o erro mais fácil de cometer e o mais difícil de perceber depois.
Ocorrência por 100 mil habitantes, com população do Censo. Bairro grande sempre tem mais ocorrência que bairro pequeno; sem taxa, a leitura é da população, não do crime.
A posição de um bairro é medida contra os bairros do mesmo estado. Ranking nacional sobre base estadual mede o que cada secretaria PUBLICA, não o que acontece — e isso a gente não faz.
Morte por causa externa tem padrão nacional e chega a município que não publica ocorrência. Quando um número sai daí, ele vai rotulado, com a causa e o período.
Estado que publica pouco é dito antes e no meio do resultado — não em nota de rodapé depois da venda.
O método inteiro, com as fórmulas e o que cada base cobre, está aberto em metodologia — antes de qualquer proposta, não depois.
O que este dado não faz
- Duas bases são estreitas e avisamos antes de vender: a SSP-BA publica praticamente só crime letal e a SSP-AL, um recorte quase sem violência não letal.
- Não é laudo pericial nem parecer jurídico.
- O que sai é densidade de crime na área, nunca ligada a uma pessoa: não serve para aprovar, negar ou pontuar ninguém.
A série histórica é a base de qualquer projeção — e é ela que a gente entrega limpa, normalizada e comparável. O modelo é seu: a gente não assina nota técnica atuarial.
Perguntas frequentes
De onde vem o dado?
De fonte pública: secretarias estaduais de segurança, Ministério da Justiça, DATASUS, CNJ, IBGE, INPE, INMET e Receita Federal. Quando um estado não publica, pedimos por Lei de Acesso à Informação. Cada resposta traz a fonte e o período.
Se o dado é público, eu não poderia fazer sozinho?
Poderia — o dado é público e gratuito, e está dito na primeira linha desta página. O que se compra aqui é o tempo que leva para descobrir que ele estava errado: as armadilhas listadas acima são o que a gente encontrou, mediu e corrigiu para conseguir publicar.
Com que frequência atualiza?
A cada publicação oficial da secretaria, que varia por estado. Toda entrega traz a data-base de cada número, e na entrega recorrente o recorte é refeito quando a base nova sai.
Qual dos três serve para mim?
Um endereço, uma decisão pessoal ou um documento para anexar: relatório. Vários endereços comparados entre si, uma vez ou todo mês: pacote. Uma lista grande, que muda sozinha e precisa entrar num sistema: assinatura. Na dúvida, escreva — respondemos em um dia útil dizendo qual dos três resolve, inclusive quando a resposta é nenhum.
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