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Passo a passo

Análise de dados públicos: como um analista de big data trabalha

Análise de dados públicos começa com uma pergunta e termina num número em que dá para confiar. No meio, há um caminho longo. Cada parte pode dar errado sem avisar. Aqui está ele, passo a passo, com o código.

Da pergunta à entregaCom SQL de verdadeOs erros mais comuns

Como analisar dados públicos: do pedido à entrega

  1. O pedido vira uma pergunta que dá para medir

    "Quero saber se meu bairro ficou mais perigoso" vira: qual bairro, qual período, qual crime, comparado com o quê. Sem isso, não existe resposta certa. Só opinião com gráfico.

  2. Achar as bases e os anos certos

    O analista lista quem tem o dado, de que ano a que ano e com que detalhe. Pode ser cidade, bairro, rua ou hora. Também anota o que falta. Às vezes a base existe, mas não no detalhe que a pergunta pede.

    ⚠ Um mesmo estado pode mudar o jeito de publicar no meio da série. O ano da mudança precisa ser tratado à parte.

  3. Baixar tudo e guardar o original

    O arquivo bruto fica guardado do jeito que veio, com a data do download. É ele que permite refazer a conta e provar de onde saiu cada número.

  4. Carregar num banco de dados

    Planilha não aguenta. O dado vai para um banco como o PostgreSQL, numa tabela por fonte. Data entra como data, número como número. É aqui que aparecem as primeiras linhas quebradas.

    CREATE TABLE ocorrencias_bruto (
      data_fato   text,   -- vem como dd/mm/aaaa: entra como texto
      municipio   text,
      bairro      text,
      tipo_crime  text
    );
    \copy ocorrencias_bruto FROM 'ocorrencias_2025.csv' WITH (FORMAT csv, HEADER true, ENCODING 'LATIN1')
    
    -- linhas com data quebrada
    SELECT data_fato, count(*)
    FROM ocorrencias_bruto
    WHERE data_fato !~ '^\d{2}/\d{2}/\d{4}$'
    GROUP BY 1;
  5. Normalizar

    Cada coisa passa a ter um nome só. Crime com o mesmo sentido ganha o mesmo rótulo. Município ganha o código do IBGE. Acento quebrado é consertado. Espaço sobrando sai.

    CREATE EXTENSION IF NOT EXISTS unaccent;
    
    SELECT DISTINCT
      upper(trim(unaccent(bairro))) AS bairro_padrao
    FROM ocorrencias_bruto;
    -- tira acento, espaço e põe tudo em maiúscula.
    -- "JD" = "JARDIM" ainda pede uma tabela de apelidos feita à mão.
  6. Conferir se está completo

    A soma bate com o total que o órgão publicou? Tem linha repetida? Algum mês sumiu? Algum ano tem metade dos registros dos outros? Se um desses falha, nada do que vem depois vale.

    SELECT date_trunc('month', to_date(data_fato, 'DD/MM/YYYY')) AS mes,
           count(*)
    FROM ocorrencias_bruto
    WHERE data_fato ~ '^\d{2}/\d{2}/\d{4}$'
    GROUP BY 1 ORDER BY 1;  -- mês com contagem muito baixa = arquivo incompleto

    ⚠ Agora repita isso para cada estado. Cada um publica do seu jeito, com colunas e datas diferentes.

  7. Achar as inconsistências

    O caso clássico é o bairro. A cidade tem uma lista oficial de bairros. A base costuma trazer bem mais nomes, porque cada registro foi escrito por uma pessoa. "JD AMERICA", "Jardim América" e "J. América" são um bairro só. Tem nome que não existe, bairro de outra cidade e campo em branco.

    SELECT bairro, count(*)
    FROM ocorrencias              -- tabela já com o código do IBGE
    WHERE municipio_ibge = 3543402   -- Ribeirão Preto (SP)
    GROUP BY 1 ORDER BY 2 DESC;      -- compare o total de nomes com a lista oficial

    ⚠ Se dois nomes do mesmo bairro ficam separados, o bairro some do ranking. Se dois bairros diferentes viram um, ele aparece como o pior da cidade.

  8. Cruzar com o IBGE

    Contagem sozinha engana: lugar grande sempre tem mais ocorrência. Com a população do IBGE, a conta vira taxa por 100 mil habitantes. Com a malha do IBGE, vira mapa. Com o código do município, dá para juntar crime com saúde, trânsito e renda.

    SELECT o.municipio_ibge,
           count(*) * 100000.0 / p.populacao AS taxa_100k
    FROM ocorrencias o
    JOIN ibge_populacao p USING (municipio_ibge)
    GROUP BY o.municipio_ibge, p.populacao;
  9. Analisar de verdade

    Tendência de vários anos, e não só o último. Mês contra o mesmo mês do ano anterior, por causa da época do ano. Comparação só entre lugares com a mesma regra de registro. E a pergunta que quase ninguém faz: essa mudança é real ou é acaso?

  10. Entregar e explicar

    Gráfico, texto claro e as ressalvas escritas. Cada número com a fonte e a data da base. Quem recebe tem que conseguir explicar o resultado para outra pessoa.

Erros comuns em análise de dados públicos

Os passos se ligam. Um erro na normalização contamina a análise inteira. Ninguém vê, e o gráfico sai bonito. Na prática, isso custa caro:

Dá para fazer sozinho. Mas veja o tamanho

Cada etapa acima é uma habilidade. Achar a base pede conhecer os órgãos. Carregar pede banco de dados. Normalizar pede paciência e regra escrita. Conferir pede saber o total oficial. Analisar pede estatística. E tudo isso se repete a cada base nova que sai.

Para uma cidade e um ano, vale a pena aprender. Para o Brasil inteiro, com vários temas e anos, vira trabalho de tempo integral. A gente já faz isso todo dia.

Precisa de um analista para a sua pergunta? Conte o que precisa no formulário abaixo.

Quer um analista fazendo esse caminho por você?

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Consultoria de análise de dados públicos: a gente faz esse caminho por você

Você manda a pergunta. Um analista do Crime Brasil leva ela até a resposta, usando uma base que já passou pelas etapas principais acima: carga, limpeza e cruzamento com o IBGE.

A base pronta

+50 fontes oficiais do Brasil inteiro, já carregadas, limpas e cruzadas com o IBGE. Crime, saúde, trânsito, justiça, prisões, ambiente, clima e população.

Um analista dedicado

A mesma pessoa acompanha o seu pedido do começo ao fim, responde as suas dúvidas e explica como chegou ao número.

O formato que você usa

Relatório em PDF, página HTML, planilha ou o dado direto no seu sistema.

Base nova, mesma régua

Quando sai base nova, a análise pode ser refeita com o mesmo método, e a série continua comparável.

Você só faz a pergunta.

Achar, baixar, carregar, limpar e cruzar já está feito. O analista começa pela análise, e você recebe a resposta com fonte e data em cada número.

Escopo antes de tudo.
Você recebe por escrito o que a base responde para a sua pergunta. A gente só começa com o seu OK. Se a base não responde, a gente diz antes.

Quer ver a parte automática? Conheça o nosso motor de IA. Quer o dado direto no seu sistema? Veja a assinatura de dados. Quer tentar sozinho primeiro? Comece pelo guia de dados públicos.

O que você ganha, por tipo de trabalho

Segurança privada

Chegue na reunião com o número oficial do endereço do cliente, e não com opinião.

Imobiliária

Mostre o histórico real do bairro antes de comprar, lançar ou anunciar.

Seguradora

Avalie uma lista de endereços com a mesma régua e o mesmo período.

Pesquisa e aula

Comece pela análise. A série longa já vem limpa.

Imprensa

Publique o número da pauta com fonte, data e comparação justa.

Prefeitura

Veja onde o problema cresce, bairro a bairro e mês a mês.

Conte a sua pergunta ao analista

Diga o tema, o lugar e o período. O analista responde até um dia útil com o caminho e o que a base tem.

O que você precisa
Mandamos a confirmação do pedido por aqui.
Se quiser falar com o analista por lá. Com o e-mail acima, não precisa.Prefere chamar direto? Nosso WhatsApp é +55 51 9156-6842

Sem senha e sem cobrança agora. O escopo e o valor vão por escrito antes de qualquer pagamento.

Perguntas frequentes

Como analisar dados do DATASUS?

Baixe os arquivos .dbc por estado e por ano no site do DATASUS. Abra com um leitor próprio, como o read.dbc no R ou o PySUS no Python. Carregue num banco e converta o código de município de 6 para 7 dígitos antes de cruzar com o IBGE.

O que é normalizar dados?

É dar um nome só para cada coisa. "JD AMERICA" e "Jardim América" viram o mesmo bairro. Crimes com o mesmo sentido ganham o mesmo rótulo. Sem isso, a mesma coisa é contada como duas.

Como cruzar dados com o código do IBGE?

Ponha em cada base o código de 7 dígitos do município. Aí as bases se juntam por esse código, e não pelo nome da cidade, que muda de grafia. Com ele você liga crime, saúde, trânsito e população no mesmo lugar.

O que faz um analista de big data?

Ele transforma base grande e bagunçada em resposta confiável. Isso vai de achar e baixar o dado até limpar, conferir, cruzar, analisar e explicar o resultado. A maior parte do tempo vai na limpeza, e não no gráfico.

Por que PostgreSQL e não Excel?

A planilha comum para perto de um milhão de linhas, e muita base oficial passa disso num ano só. O banco aguenta centenas de milhões de linhas, guarda o histórico e deixa refazer a conta quando sai base nova.

Dá para aprender a fazer isso sozinho?

Dá. SQL, um pouco de estatística e muita paciência com dado sujo. O difícil não é a ferramenta. É conhecer as armadilhas de cada fonte, e isso só vem de já ter errado nelas.

Quanto tempo leva uma análise dessas?

Depende de quantas bases entram. Feita do zero, uma análise com duas ou três fontes e alguns anos de série costuma levar semanas. Com a base já pronta, como a nossa, a parte pesada já está feita.

Quem usa nossos serviços
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Depoimento em vídeo
Vinícius Mendes
Repórter · Olhar Direto (Cuiabá · MT)

Repórter da editoria de Reportagem do Olhar Direto, portal de notícias de Cuiabá (MT), com cobertura de segurança pública e casos policiais no estado. Usou o dado do Crime Brasil para reportar a queda de roubos e a alta de estelionatos em Mato Grosso.

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Jair GonçalvesDepoimento
Jair Gonçalves
Fundador · Portal Atibaia News

Fundador do Portal Atibaia News, veículo de notícias de Atibaia (interior de São Paulo). Publicou com o dado do Crime Brasil o ranking de ocorrências por bairro da cidade.

“Parabéns à Crime Brasil pelo excelente trabalho de jornalismo de dados! As informações disponibilizadas possibilitaram ao Portal Atibaia News produzir uma importante matéria sobre os números de ocorrências policiais por bairro em Atibaia, levando informação e transparência aos nossos leitores. Muito obrigado.”
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Review em vídeo
Mundo de Cores
YouTube · 347 mil inscritos

Douglas, médico veterinário, comanda com a família o canal Mundo de Cores, sobre vida no campo, no Rio Grande do Sul.

“Só Compre uma Chácara Após Assistir Esse Vídeo!”

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Comentários no vídeo

“Gratidão pelas informações. Essa é uma excelente ferramenta para uma decisão segura.”

— @marceloguilemond1632

“Verdade, pode ajudar muito mesmo!”

— Mundo de Cores (canal)

“Muito Bom!”

— @edmundosantos3812
Gazeta do Povo
Artigo de opinião
Gazeta do Povo
Artigo assinado · Paraná

Artigo de opinião do editor do Crime Brasil: a queda de homicídios no Paraná esconde a alta em mortes no trânsito, suicídios e feminicídios — com o dado da plataforma.

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O Eco
Reportagem
O Eco
Reportagem · Amazônia

Reportagem sobre violência fundiária e baixa punição de crimes ambientais na Amazônia, cruzando dados do Crime Brasil com CPT, Ibama, CNJ e MapBiomas.

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Tribuna do Planalto
Capa do jornal
Tribuna do Planalto
Goiânia · edição impressa

Matéria de capa cruzando a queda de homicídios em Goiás com a alta no entorno do Distrito Federal, a partir do dado da plataforma.

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Levantamento exclusivo
Gazeta de S.Paulo
São Paulo · capital

Levantamento exclusivo do mapa da criminalidade na capital paulista — Moema com muito mais infrações que o Grajaú — com o dado do Crime Brasil.

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IHU · Unisinos
Fonte acadêmica
IHU · Unisinos
Instituto Humanitas Unisinos

Entrevista do Instituto Humanitas Unisinos que cita a plataforma como fonte de microdado criminal aberto.

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IBCCRIM · JCC
Revisado por pares
IBCCRIM · JCC
Jornal de Ciências Criminais

Artigo no Jornal de Ciências Criminais sobre os limites do acesso a microdados criminais no Brasil, citando o Crime Brasil.

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Wikipédia
Citado na
Wikipédia
Vila Sônia · Cidade Tiradentes
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Publicação
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Paper · Crime Brasil
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Zenodo
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Fonte Segura
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Fórum Brasileiro de Segurança Pública
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