Estelionato lidera os registros policiais em Duque de Caxias, à frente de ameaça e lesão corporal
Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, somou mais de 32 mil ocorrências policiais nos últimos 12 meses, e o crime mais registrado no período não envolveu arma nem agressão física: foi o estelionato.
Foram 5.062 casos de estelionato, o equivalente a 15,6% de todas as ocorrências do município. Na prática, cerca de um em cada seis registros feitos nas delegacias da cidade trata de algum tipo de golpe. O número supera com folga o do segundo colocado da lista. A fraude, que antes dependia do contato presencial, hoje circula por aplicativos de mensagem, falsas centrais de atendimento e transferências instantâneas. É um crime que atinge sobretudo o bolso, mas costuma deixar também marcas na confiança das vítimas.
Pausa: e o seu endereço?
Logo atrás aparecem dois crimes de natureza bem diferente. A ameaça soma 3.449 registros, e a lesão corporal dolosa, 3.380, contagens praticamente empatadas. Ao contrário do golpe, esses dois tipos costumam nascer de conflitos próximos, entre vizinhos, conhecidos ou dentro de casa. Em muitos casos, a ameaça é o primeiro passo de uma escalada que termina em agressão. A proximidade entre os dois números sugere um padrão de violência interpessoal que se repete ao longo do ano.
Somados, estelionato, ameaça e lesão corporal respondem por 36,6% de tudo o que foi registrado em Duque de Caxias. O dado mostra concentração, mas também dispersão: quase dois terços das ocorrências se espalham por dezenas de outras categorias. Por isso, um retrato da segurança local não cabe em um único tipo de crime. Registro também não é sinônimo de incidência real. Golpes e agressões dependem da disposição da vítima em procurar a polícia, e parte deles nunca chega ao boletim de ocorrência.
Os números apontam para duas frentes distintas no município. De um lado está a fraude, que exige prevenção, informação e resposta rápida de bancos e plataformas digitais. Do outro, a violência do cotidiano, que pede atenção aos conflitos antes que virem agressão. As duas dividem o topo da lista em Duque de Caxias, e nenhuma delas se resolve apenas com policiamento ostensivo.
📊 Fonte: ISP-RJ (12 meses) — dados oficiais, compilados e cruzados pelo Crime Brasil.
Dados do período
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Ocorrências de Estelionato (12 meses) | 5.062 |
| Ocorrências de Ameaça (12 meses) | 3.449 |
| Ocorrências de Lesao_corp_dolosa (12 meses) | 3.380 |
Fonte e metodologia
Dados oficiais das secretarias de segurança pública e demais fontes públicas, compilados e cruzados pelo Crime Brasil. Lista completa de fontes em /fontes; detalhamento da metodologia em /metodologia.




















