Jundiaí tem dezembro como mês mais carregado e janeiro como o mais tranquilo do último ano
Em Jundiaí, a virada do ano concentra o maior contraste do calendário criminal: dezembro registrou o pico de ocorrências dos últimos 12 meses, e janeiro ficou com o menor volume.
O levantamento do Crime Brasil, que cobre os 12 meses mais recentes, aponta 715 ocorrências em dezembro, o maior número mensal do período. Janeiro fechou com 583, o patamar mais baixo da série. A distância entre os dois extremos chega a 22,6%: o mês mais agitado superou o mais calmo em pouco mais de um quinto. É uma oscilação relevante para uma cidade do porte de Jundiaí. Ainda assim, está longe de configurar uma ruptura no padrão local.
Pausa: e o seu endereço?
O dado chama atenção pela proximidade entre o pico e o vale. Dezembro e janeiro são meses vizinhos e, mesmo assim, ocupam pontas opostas do ranking. Esse tipo de padrão costuma acompanhar a dinâmica urbana do fim de ano, com comércio aberto até mais tarde, ruas cheias, confraternizações e mais dinheiro em circulação. Janeiro, por outro lado, tende a esvaziar parte da cidade, com férias escolares e viagens. Menos gente nas ruas costuma significar menos oportunidades para delitos patrimoniais e, por consequência, menos registros.
Ocorrência registrada, porém, não é sinônimo exato de crime cometido. O número depende também da disposição da população em procurar a polícia e da capacidade de atendimento das delegacias. Um mês com mais movimento pode gerar mais boletins simplesmente porque há mais vítimas em potencial e mais pessoas registrando perdas de celulares e documentos. A variação de 22,6% indica um ritmo sazonal, mas não permite concluir, sozinha, que a cidade ficou mais perigosa em dezembro. Sem a separação por tipo de crime, também não dá para afirmar quais modalidades puxaram a alta.
Para o poder público, a sazonalidade é uma informação operacional. Saber que o fim do ano concentra a demanda permite reforçar o patrulhamento em áreas comerciais e terminais de transporte antes do pico, e não depois dele. Em Jundiaí, a distância entre quase 600 e mais de 700 ocorrências mensais mostra que o planejamento guiado pelo calendário tem espaço para render resultados concretos.
📊 Fonte: SSP-SP (12 meses) — dados oficiais, compilados e cruzados pelo Crime Brasil.
Dados do período
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Mês com mais ocorrências (12 meses) | dezembro (715) |
| Mês com menos ocorrências (12 meses) | janeiro (583) |
Fonte e metodologia
Dados oficiais das secretarias de segurança pública e demais fontes públicas, compilados e cruzados pelo Crime Brasil. Lista completa de fontes em /fontes; detalhamento da metodologia em /metodologia.




















