Furto responde por quatro em cada dez ocorrências registradas em Arujá
Arujá, na Grande São Paulo, somou 1.594 ocorrências nos últimos 12 meses, e um único tipo de crime, o furto, explica mais de 40% desse volume.
Foram 656 furtos registrados no período, o equivalente a 41,2% de tudo o que chegou às delegacias da cidade. Nenhuma outra categoria chega perto. O número coloca o crime patrimonial sem violência como a marca mais visível da segurança pública local. Em termos práticos, a cada cem boletins lavrados em Arujá, pouco mais de quarenta descrevem a subtração de algo sem confronto direto com a vítima. Esse padrão se repete em boa parte das cidades de porte médio da região metropolitana, mas em Arujá a concentração chama atenção.
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Logo atrás do furto aparece a lesão corporal, com 417 casos no mesmo intervalo. Diferente do crime patrimonial, essa categoria envolve agressão física e costuma ter origem em conflitos entre conhecidos, brigas domésticas ou desentendimentos de rua. O roubo, que pressupõe violência ou grave ameaça, fecha o grupo principal com 248 registros. A distância entre furto e roubo é grande: há quase três furtos para cada roubo. O dado sugere uma criminalidade mais oportunista do que violenta na cidade, ainda que a lesão corporal em segundo lugar mostre que a violência interpessoal não é desprezível.
Somados, furto, lesão corporal e roubo representam 83,0% de todas as ocorrências de Arujá nos últimos 12 meses. Isso significa que menos de um quinto dos registros se distribui entre todas as demais categorias, de ameaça a tráfico, de homicídio a estelionato. Uma concentração desse tamanho tem consequência direta para o planejamento policial. Quem reduzir furtos em Arujá mexe, sozinho, em quase metade da estatística criminal do município. Ao mesmo tempo, a presença da lesão corporal em segundo lugar indica que a resposta não pode ser só patrulhamento ostensivo em áreas comerciais, porque parte relevante do problema acontece dentro de casa ou entre pessoas que se conhecem.
O retrato de Arujá nos últimos 12 meses é o de uma cidade onde o crime contra o patrimônio domina, mas sem apagar a violência física do mapa. Os quase 1.600 registros se concentram em três tipos, e essa concentração torna o problema mais legível do que em municípios com criminalidade pulverizada. O Crime Brasil segue acompanhando a série mensal de Arujá para verificar se o peso do furto se mantém ou se outros tipos ganham espaço.
📊 Fonte: SSP-SP (12 meses) — dados oficiais, compilados e cruzados pelo Crime Brasil.
Dados do período
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Ocorrências de Furto (12 meses) | 656 |
| Ocorrências de Lesão corporal (12 meses) | 417 |
| Ocorrências de Roubo (12 meses) | 248 |
Fonte e metodologia
Dados oficiais das secretarias de segurança pública e demais fontes públicas, compilados e cruzados pelo Crime Brasil. Lista completa de fontes em /fontes; detalhamento da metodologia em /metodologia.




















