Paulínia e Americana têm tamanhos muito diferentes, mas taxas de violência próximas
Vizinhas no interior paulista, Paulínia e Americana registram índices de criminalidade parecidos, embora uma tenha mais que o dobro da população da outra.
Paulínia tem 115.690 habitantes, e Americana soma 246.655. A distância demográfica não se repete nas taxas de ocorrências: são 1.894 por 100 mil moradores em Paulínia e 1.992 em Americana. Em termos proporcionais, a diferença fica perto de 100 ocorrências para cada 100 mil pessoas. Americana aparece à frente, mas por margem pequena. Para duas cidades de porte tão distinto, o resultado chama atenção pela proximidade.
Pausa: e o seu endereço?
Os homicídios seguem a mesma direção. Americana registra taxa de 12,6 por 100 mil habitantes, contra 11,2 em Paulínia. A distância é curta, de pouco mais de um ponto, e não altera o retrato geral de duas cidades em patamares semelhantes. Esse indicador costuma receber atenção especial nas análises de segurança pública, porque trata do crime mais grave e de registro mais difícil de omitir. Aqui, ele confirma o que a taxa geral de ocorrências já apontava.
O uso de taxas é o que torna a comparação possível. Em números absolutos, a cidade maior tende a acumular mais registros simplesmente por ter mais moradores, o que distorce qualquer leitura apressada. Ao ajustar os dados pelo tamanho da população, o peso de cada município fica equivalente, e a diferença de porte deixa de contaminar o resultado. A divisa entre as duas cidades acrescenta outra camada à leitura. Municípios vizinhos costumam compartilhar vias, deslocamentos diários e dinâmicas regionais, de modo que o limite no mapa nem sempre separa realidades distintas. Os números disponíveis não permitem apontar causas, mas a semelhança entre as taxas é compatível com esse cenário de proximidade.
Tomados em conjunto, os indicadores colocam Americana ligeiramente acima de Paulínia nas duas medidas, sem que nenhuma delas indique um abismo entre as cidades. A população mais que dobra de um município para o outro, enquanto as taxas quase não se movem. Para a segurança pública da região, a leitura mais sólida é a de um quadro compartilhado, e não a de uma cidade segura ao lado de outra violenta.
📊 Fonte: SSP-SP (12 meses) · IBGE Censo 2022 — dados oficiais, compilados e cruzados pelo Crime Brasil.
Dados do período
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Ocorrências por 100 mil hab. — Paulínia (12 meses) | 1.894 |
| Ocorrências por 100 mil hab. — Americana (12 meses) | 1.992 |
| Homicídios por 100 mil hab. — Paulínia (12 meses) | 11,2 |
| Homicídios por 100 mil hab. — Americana (12 meses) | 12,6 |
| População — Paulínia (Censo 2022) | 115.690 |
| População — Americana (Censo 2022) | 246.655 |
Fonte e metodologia
Dados oficiais das secretarias de segurança pública e demais fontes públicas, compilados e cruzados pelo Crime Brasil. Lista completa de fontes em /fontes; detalhamento da metodologia em /metodologia.




















