Furto responde por mais da metade das ocorrências em Presidente Olegário
Presidente Olegário somou 120 ocorrências policiais nos últimos 12 meses, e quase seis em cada dez delas foram furtos.
O furto lidera com folga: foram 70 casos, o equivalente a 58,3% de todos os registros do município no período. Mesmo num volume total modesto, a predominância de um único tipo de crime chama atenção. Na prática, o crime contra o patrimônio cometido sem violência é o que mais pesa no perfil da segurança pública local. Em cidades de pequeno porte, esse tipo de registro costuma envolver celulares, bicicletas, objetos deixados em veículos e itens levados de casas e quintais. É um crime que atinge a rotina e gera sensação de insegurança, mesmo quando não há agressão.
Pausa: e o seu endereço?
Logo atrás aparece a lesão corporal, com 44 ocorrências. A distância para o furto é grande, mas o número está longe de ser irrelevante para o tamanho da cidade. Trata-se de um crime de outra natureza, ligado a agressões físicas que muitas vezes nascem de brigas, conflitos entre conhecidos e violência dentro de casa. Enquanto o furto atinge bens, a lesão corporal atinge pessoas. A segunda posição desse tipo indica que a violência interpessoal ocupa espaço relevante no cotidiano do município.
O terceiro tipo mais registrado é o homicídio tentado, com 2 casos no período. É um número baixo, mas que merece acompanhamento, já que se trata da forma mais grave de violência entre as três categorias principais. Somados, furto, lesão corporal e homicídio tentado chegam a 96,7% de tudo o que foi registrado na cidade. Sobra uma fração muito pequena para todos os demais tipos de ocorrência. O resultado é um quadro bastante concentrado, em que poucas categorias explicam quase todo o movimento policial de Presidente Olegário.
O retrato do município é o de uma cidade onde a criminalidade registrada se resume, em grande parte, a dois problemas: o furto e a agressão física. Esse perfil concentrado tende a facilitar o planejamento de ações de prevenção, porque os alvos são claros. Para o poder público, os números apontam onde concentrar policiamento preventivo, iluminação e campanhas de orientação. Acompanhar a evolução desses registros nos próximos meses vai mostrar se o padrão se mantém ou se começa a mudar.
📊 Fonte: SEJUSP-MG (12 meses) — dados oficiais, compilados e cruzados pelo Crime Brasil.
Dados do período
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Ocorrências de Furto (12 meses) | 70 |
| Ocorrências de Lesão corporal (12 meses) | 44 |
| Ocorrências de Homicídio Tentado (12 meses) | 2 |
Fonte e metodologia
Dados oficiais das secretarias de segurança pública e demais fontes públicas, compilados e cruzados pelo Crime Brasil. Lista completa de fontes em /fontes; detalhamento da metodologia em /metodologia.




















