Segurança pública · o que são, como agregamos, onde erram
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Cada estado brasileiro tem seu próprio órgão de segurança pública — a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ou um instituto equivalente (Instituto de Segurança Pública, Secretaria de Justiça e Segurança Pública, entre outros nomes) — responsável por registrar e publicar os boletins de ocorrência do estado: furtos, roubos, lesões, homicídios e outras naturezas criminais.
É exatamente isso que fazemos todo mês, para as secretarias estaduais de segurança pública do Brasil.
Ver o que entregamosCada uma das 27 unidades da federação decide sozinha como publicar o dado da própria secretaria — não existe um layout, uma taxonomia de crime ou uma periodicidade comum entre elas.
O Crime Brasil integra a fonte estadual primária — a própria SSP ou instituto equivalente — sempre que ela publica dado aberto ou responde a um pedido formal. Isso já cobre 23 unidades da federação com uma secretaria estadual dedicada como fonte, número que cresce a cada novo estado ingerido — não é um teto do produto. Nos estados restantes, usamos SINESP — a agregação nacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que reúne o que as unidades da federação reportam ao nível federal — como fonte de segurança pública, até a fonte estadual entrar e substituí-lo naquele estado. Ver a página do SINESP →
Algumas dessas fontes estaduais têm particularidades grandes o bastante para uma página própria, com o dado bruto, os defeitos e a normalização documentados em detalhe — veja a lista completa de fontes.
Antes de comparar um estado com o outro, traduzimos a rubrica de cada secretaria para uma taxonomia comum de tipo de crime, reconciliamos nome de município e de bairro contra a forma oficial do IBGE, e alinhamos o período de publicação de cada estado (mês, semestre ou ano, dependendo da fonte) numa mesma linha do tempo. Quando um estado revisa um mês já publicado, a revisão substitui a série antiga.
Agregar 27 fontes diferentes tem um conjunto de defeitos que se repete, mesmo quando cada estado, isoladamente, publica um dado correto. Estes são exemplos reais, já vistos na normalização — sem apontar de qual estado, porque o nível de detalhe que cada secretaria publica não é informação pública deste site:
Cruzamos os boletins de cada SSP com a mortalidade por causa externa do DATASUS (SIM) para conferir o registro de homicídio, com a população do IBGE para calcular taxas por 100 mil habitantes, e com a agregação nacional do SINESP como contrapeso de conferência onde a fonte estadual também existe.
Veja também as +50 fontes oficiais do Crime Brasil — inclui saúde, justiça, trânsito, ambiental, clima, economia e demografia, além de segurança pública — e a metodologia.
+50 fontes, milhões de ocorrências.
Citado por Gazeta do Povo, O Eco, Tribuna do Planalto
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