Dado público brasileiro que você não precisa auditar
A gente não vende o dado — ele é público e você baixa sozinho. A gente entrega os meses de trabalho entre baixar e poder confiar.
O problema não é conseguir o dado
Baixar dado de segurança pública no Brasil é fácil. Usar é que não é. Cada estado publica do seu jeito, com o nome do município escrito diferente a cada ano, categoria de crime que não bate com a do vizinho e arquivo que muda de formato sem aviso. Antes de responder qualquer pergunta, você passa semanas descobrindo que o número que estava na sua mão estava errado.
A lista abaixo não é hipotética. É o que a gente encontrou, mediu e corrigiu para conseguir publicar:
- Mato Grosso publicou 242 grafias diferentes de município em um único ano — mais grafias do que municípios existem no estado. “Cuiabá” e “Cuiaba” contam como duas cidades, e o ranking sai errado sem ninguém perceber.
- Cidade homônima em dois estados herdando a população da outra. A taxa por 100 mil habitantes saía até 42 vezes errada. Hoje temos um teste automático que barra isso a cada alteração.
- Categoria de crime sem acento caindo em “Outros”. A palavra-chave do nosso classificador não batia com o texto acentuado da secretaria, e o crime simplesmente sumia da estatística.
- Latitude e longitude que parecem endereço mas são o centro da cidade. Em Porto Alegre, 17.887 ocorrências de uma janela recente estavam na mesma coordenada, espalhadas por 183 bairros. Um classificador por vizinhança acertava 0,5% — exatamente um em 183, ou seja, acaso puro.
- No DATASUS, o ano do arquivo não é o ano do óbito. Quem usa o campo errado publica um número errado com toda a confiança do mundo.
Nenhum desses erros dá erro. Todos dão um número — plausível, apresentável e falso.
O que a gente entrega
Uma base limpa. Município com código único, categoria padronizada entre estados, data tratada, codificação resolvida, série contínua. O mesmo campo quer dizer a mesma coisa em todo lugar.
Já cruzada, quando você quiser. Como tudo usa o mesmo código de município e a mesma chave de tempo, dá para costurar bases que ninguém costura sozinho sem antes refazer a limpeza inteira de cada uma delas:
- ocorrência policial × óbito registrado no DATASUS
- ocorrência × processo e movimentação no CNJ
- ocorrência × clima hora a hora do INMET
- ocorrência × empresas da Receita Federal, por endereço ou por ramo
- ocorrência × IDHM, UDH e população por bairro — o que transforma número bruto em taxa comparável
- focos de queimada do INPE × CAR × MapBiomas
No seu recorte. A entrega é ajustável: o corte, os campos e o formato são os que você precisa, não os que a gente decidiu antes de te conhecer.
O que tem dentro
- Segurança pública
- 40.742.379 ocorrências em 5.518 municípios, de 2003 a 2026. Boletins das secretarias estaduais, SINESP e as bases próprias de São Paulo e do Rio de Janeiro.
- Saúde
- Óbitos do SIM, internações do SIH e notificações de violência do SINAN.
- Justiça
- Processos criminais e movimentações do DataJud, do CNJ.
- Ambiente e clima
- Focos de queimada do INPE, MapBiomas, CAR e a série horária do INMET.
- Trânsito
- Ocorrências e registros de DETRAN e PRF.
- Empresas e território
- Receita Federal, ESTBAN e os agregados do IBGE.
Cobertura, dita na cara
Cobertura de dado público brasileiro não é uniforme, e quem diz que é está escondendo alguma coisa. A nossa é de 18 estados, sendo 11 com detalhe por bairro e o restante por município. Você sabe o que está levando antes de perguntar o preço.
| Estado | Fonte | Detalhe |
|---|---|---|
| Rio Grande do Sul | SSP/RS | bairro |
| São Paulo | SSP/SP | bairro |
| Rio de Janeiro | ISP/RJ | município |
| Minas Gerais | SEJUSP/MG | município |
| Paraná | SSP/PR | bairro |
| Santa Catarina | SSP/SC | município |
| Alagoas | SSP/AL | bairro |
| Acre | SSP/AC | bairro |
| Piauí | SSP/PI | bairro |
| Sergipe | SSP/SE | bairro |
| Amazonas | SSP/AM | bairro |
| Tocantins | SSP/TO | bairro |
| Roraima | SSP/RR | bairro |
| Rondônia | SSP/RO | município |
| Rio Grande do Norte | SSP/RN | município |
| Mato Grosso | SSP/MT | município |
| Bahia | SSP/BA | município |
| Maranhão | SSP/MA | bairro |
Três formas de acesso
Base. Uma fonte, tratada e mantida atualizada. Para quem já sabe qual base quer e só não quer mais limpá-la.
Cruzado. Várias bases e os cruzamentos já costurados, entregues como uma resposta só. É o que não existe pronto em lugar nenhum — para montar sozinho, você teria antes de refazer a limpeza de todas as bases envolvidas.
Sob medida. O recorte é seu: as bases, os campos, o período e o formato. Com um analista nosso junto, do desenho à entrega.
Como funciona
- Você conta o que precisa responder. Não que endpoint quer — que pergunta quer responder.
- A gente diz o que tem para isso, com que cobertura e com que limite. Inclusive quando a resposta é que não temos.
- Acertado o recorte, você recebe uma chave e o acesso.
Pedir acesso
Conte em duas linhas o que você precisa. A gente responde com o que temos, o que não temos, e o que dá para montar.
Perguntas diretas
De onde vem o dado? De fonte pública: secretarias estaduais de segurança, Ministério da Justiça, DATASUS, CNJ, IBGE, INPE, INMET e Receita Federal. Quando um estado não publica, a gente pede por Lei de Acesso à Informação. Cada resposta traz a fonte e o período.
Então eu não poderia fazer sozinho? Poderia. É exatamente o que a gente faz há anos — e a lista de erros lá em cima é o preço que a gente já pagou por isso.
Com que frequência atualiza? Depende da fonte. Algumas publicam todo mês, outras uma vez por ano, e algumas atrasam. A gente diz a data do último dado de cada base, sempre.
Posso republicar? Pode, com crédito. O dado é público; o tratamento é nosso.
Vocês entregam dado pessoal de vítima? A resposta padrão é não. O produto é estatística tratada, e qualquer exceção é conversa caso a caso.